São Paulo, 16 de janeiro de 2026 — Os eventos assistenciais relacionados ao transtorno bipolar em atendimentos prestados pelos planos de saúde apresentaram crescimento expressivo e contínuo entre 2015 e 2024, segundo o estudo “Evolução dos eventos assistenciais relacionados ao transtorno bipolar na saúde suplementar brasileira”. Elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o estudo é uma iniciativa dentro do Janeiro Branco, movimento nacional de conscientização que convida a sociedade a refletir sobre a importância da saúde mental, a prevenção do adoecimento psíquico e a redução do estigma associado aos transtornos mentais.
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O levantamento mostra que a ampliação da demanda ocorre em ambos os sexos e em todas as faixas etárias, com aceleração mais intensa a partir dos anos recentes, reforçando que a saúde mental ganha relevância crescente dentro do sistema de saúde suplementar.
A análise revela aumento significativo tanto na razão de casos por prestador de serviços de saúde (volume de atendimentos por prestador) quanto nas taxas por 100 mil beneficiários.
Entre os homens, a taxa de eventos cresceu 258,3% no período analisado; entre as mulheres, o avanço foi ainda maior, de 273,7%. Embora os valores absolutos sejam mais elevados no sexo feminino ao longo de toda a série histórica, o ritmo de crescimento é semelhante entre os sexos, indicando um fenômeno sistêmico de ampliação da demanda por cuidado em saúde mental.
“Não estamos diante de oscilações pontuais, mas de uma tendência estrutural de crescimento da demanda por cuidado em saúde mental, com o transtorno bipolar assumindo relevância crescente no perfil assistencial do setor”, avalia José Cechin, superintendente executivo do IESS.
O estudo também chama atenção para o comportamento por faixa etária. A maior concentração absoluta de eventos ocorre entre adultos de 20 a 59 anos, população em idade produtiva e diretamente associada a impactos econômicos e assistenciais relevantes. Ao mesmo tempo, observa-se crescimento proporcional ainda mais acelerado entre beneficiários com 60 anos ou mais, sinalizando um processo de envelhecimento da população com transtornos mentais crônicos. Entre crianças e adolescentes, apesar de os níveis absolutos ainda serem baixos, o aumento relativo é expressivo, sugerindo maior vigilância clínica e ampliação do acesso ao diagnóstico e ao cuidado especializado.
“Esse crescimento reflete, em grande medida, a combinação entre maior reconhecimento clínico e ampliação do acesso aos serviços em saúde mental, e não apenas um aumento abrupto da incidência da doença”, explica Cechin.
Ao evidenciar a expansão contínua desses atendimentos, o levantamento do IESS reforça a necessidade de tratar a saúde mental como eixo estruturante das políticas assistenciais, e não como tema periférico.
Além dos impactos clínicos, o estudo destaca repercussões relevantes para operadoras de planos de saúde e empresas contratantes, uma vez que o transtorno bipolar está associado a custos assistenciais diretos, afastamentos prolongados, absenteísmo, presenteísmo e perda de produtividade. Nesse contexto, estratégias de cuidado estruturado, longitudinal e integrado tornam-se fundamentais para a sustentabilidade do sistema.
O IESS ressalta que o fortalecimento de modelos assistenciais baseados em dados, alinhados às necessidades reais da população beneficiária, é decisivo para enfrentar o crescimento observado dos transtornos mentais e para avançar na construção de um sistema de saúde suplementar mais eficiente, integrado e sensível aos desafios contemporâneos da saúde mental.
Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.
Mais informações
LetraCerta Inteligência em Comunicação
Jander Ramon
Este estudo analisou a evolução dos eventos assistenciais relacionados ao transtorno bipolar entre beneficiários de planos de saúde no período de 2015 a 2024, com base nos dados do sistema D-TISS/ANS. O transtorno bipolar é uma condição psiquiátrica crônica, de elevada carga clínica e funcional, associada a importantes impactos na qualidade de vida, produtividade, utilização de serviços de saúde e custos assistenciais. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.
Este estudo analisa a evolução dos casos relacionados ao câncer de pele entre beneficiários de planos de saúde no período de 2015 a 2024, utilizando dados do sistema D-TISS/ANS, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o comportamento temporal da doença na saúde suplementar e apoiar ações de prevenção, vigilância e diagnóstico precoce. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.
Um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que os planos odontológicos empresariais já cobrem metade dos empregados formais e suas famílias no Brasil, em uma demonstração de que a saúde bucal está cada vez mais presente na vida do trabalhador formal brasileiro. Em 2024, para cada 100 empregos formais no País, havia 29,4 titulares de planos odontológicos e, considerando dependentes, 52,4 beneficiários. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo “A Saúde Odontológica Suplementar no Brasil: Perfil dos Contratantes de Planos Odontológicos em 2024”.
“A odontologia suplementar evoluiu para além do atendimento emergencial. Hoje ela é um elo estratégico da saúde corporativa e um componente essencial da prevenção e promoção da saúde, dentro de uma estratégia integrada de cuidados de saúde”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.
O relatório mostra que o benefício está fortemente vinculado ao mercado de trabalho formal e se tornou parte das políticas corporativas de valorização e retenção de colaboradores. “A relação direta entre emprego e odontologia suplementar mostra como os planos empresariais se tornaram um instrumento de inclusão social. Ao crescer o emprego, cresce também a cobertura odontológica”, analisa.
Atualmente, o Brasil tem 33,6 milhões de beneficiários em planos exclusivamente odontológicos — o maior número da série histórica iniciada em 2000 —, dos quais 71% estão vinculados a contratos empresariais. Entre os grandes setores, Serviços responde por mais da metade da cobertura (55%), seguida da Indústria (24%).
Grandes e pequenos
A odontologia suplementar brasileira é marcada por uma estrutura dual: de um lado, milhares de microempresas contratantes, que garantem presença territorial ampla; de outro, poucas corporações de grande porte, responsáveis pela escala e sustentabilidade do sistema. Esse modelo faz da odontologia um dos segmentos mais dinâmicos da saúde suplementar, com espaço para crescer nos setores de comércio e serviços, especialmente com a inclusão de dependentes nos contratos corporativos.
O estudo expressa o cenário de contrastes que caracteriza a economia brasileira. Embora mais de 92% das empresas contratantes de planos odontológicos tenham até 19 vínculos, elas respondem por 19% dos beneficiários. Já as grandes corporações, que representam 0,2% dos contratantes, concentram 39% das vidas cobertas, cerca de 9,5 milhões de pessoas. Essa estrutura, segundo o IESS, combina ampla capilaridade na base empresarial com forte concentração da cobertura nas organizações de grande porte.
A análise setorial reforça esse padrão. A indústria lidera em número de beneficiários (27,7%), seguida por finanças, saúde e atividades administrativas, setores com vínculos mais estruturados. Em contrapartida, comércio e serviços de baixa complexidade, apesar de serem intensivos em mão de obra, ainda têm cobertura abaixo da média nacional, o que revela um potencial de crescimento expressivo.
“A adesão a planos odontológicos reflete a valorização do benefício como política de recursos humanos. Por seu custo acessível e alta percepção de valor, o plano odontológico tornou-se um diferencial competitivo e um elemento importante do cuidado preventivo”, destaca Cechin.
Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.
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LetraCerta Inteligência em Comunicação
Jander Ramon
Este estudo desenvolvido pelo IESS teve como objetivo analisar o perfil dos contratantes de planos coletivos empresariais odontológicos, considerando sua distribuição por setor econômico e porte empresarial. Trata-se de um material inédito sobre a estrutura da base contratante, que revela como a saúde bucal suplementar se conecta diretamente às dinâmicas do emprego formal e às estratégias empresariais de benefícios. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.
O estudo tem como objetivo avaliar a série histórica de procedimentos de infarto agudo do miocárdio registrados na base de dados da ANS, D-TISS, no período de 2015 a 2024. A elaboração deste trabalho assume especial oportunidade em alusão ao Dia Mundial do Coração, celebrado anualmente em 29 de setembro, data instituída pela Federação Mundial do Coração para sensibilizar a população global sobre a prevenção das doenças cardiovasculares e a promoção da saúde cardíaca. Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.
Este Texto para Discussão (TD) utiliza as informações mais recentes disponíveis para mapear os principais padrões por setor econômico (CNAE) e porte empresarial, com foco no ano de 2024 e em planos coletivos empresariais de assistência médico-hospitalar. Clique aqui e acesse a íntegra.
Este estudo analisa dados sobre o câncer colorretal (CID C18) na saúde suplementar, identificando tendências e desafios para os beneficiários de planos de saúde.
O câncer colorretal é uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo, sendo o terceiro câncer mais letal. Embora prevenível em grande parte por meio de rastreamento e mudanças no estilo de vida, sua incidência continua a crescer, em especial nas populações urbanas e envelhecidas.
No ano de 2015, na saúde suplementar, houve apenas um caso de internação por Transtorno do Espectro Autista (TEA) na faixa etária de 0 a 19 anos. Este número, no entanto, cresceu exponencialmente de lá para cá. Em 2022, os casos nessa faixa etária chegaram a 62. Em todo o período, o registro foi de 270 internações.
Os dados são do Texto para Discussão (TD) 100 - Internações psiquiátricas por Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre beneficiários de planos de saúde, que divulgamos recentemente. Além de analisar esses dados sobre crianças e adolescentes, o estudo apontou um aumento considerável em todas as faixas etárias no período. As internações foram de 33 para 392 casos.
Para produzir o TD, foram utilizados dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, a partir da Troca de Informações na Saúde Suplementar – TISS. O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento e refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem.
Acesse o TD 100 - Internações psiquiátricas por Transtorno do Espectro Autista (TEA) entre beneficiários de planos de saúde aqui.
