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Despesas de planos de saúde com prestadores de serviços sobem 16,4%, quase 3 vezes acima da variação do IPCA
26/02/2013

Indicador Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), medido pelo IESS, registra a maior alta desde 2007 para os custos de planos individuais de saúde

São Paulo, 26 de fevereiro de 2013 – Os custos médico-hospitalares dos planos individuais de saúde cresceram 16,4% nos 12 meses encerrados em junho de 2012 em comparação ao período anterior (julho de 2010 a junho de 2011). O resultado do índice Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH/IESS) é o mais elevado desde 2007, quando teve início a série histórica do indicador produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), e mostra uma aceleração dos preços dos procedimentos. Como referência, no mesmo período, a variação do IPCA, ou seja, quanto variou em média o índice utilizado pelo governo para medir a inflação geral, fechou em 6,1%.

O VCMH/IESS considera a despesa per capita que as operadoras têm com consultas, exames, terapias e internações de beneficiários em planos individuais de saúde. É uma medida da variação do custo médico-hospitalar de operadoras de planos de saúde.

“Historicamente, o VCMH/IESS é sempre superior à variação do IPCA, no Brasil e em outros países, como Estados Unidos e os membros da União Europeia. O que chama atenção, neste momento, é que nunca houve uma diferença tão alta quanto agora, superior a 10 pontos porcentuais”, observa Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.

O cálculo do VCMH/IESS é feito para um conjunto de planos individuais de operadoras que representam cerca de um quarto do mercado. Resulta de uma combinação dos fatores frequência de utilização e preço dos procedimentos. Dessa forma, se em um determinado período o beneficiário usou mais os serviços e os preços médios aumentam, o custo apresenta uma variação maior do que isoladamente com cada um desses fatores.

Além disso, o VCMH/IESS considera uma ponderação por padrão de plano (básico, intermediário, superior e executivo), o que possibilita a mensuração mais exata da variação do custo médico-hospitalar. Evita-se, assim, que se as vendas de um determinado padrão de plano crescer muito mais do que a de outro, isso resulte no cálculo agregado em VCMH maior ou menor do que o real, o que subestimaria ou superestimaria o desempenho do indicador. Essa metodologia é reconhecida internacionalmente e aplicada na construção de índices de variação de custo em saúde nos Estados Unidos, como o S&P Healthcare Economic Composite e Milliman Medical Index.

No fechamento do VCMH/IESS desse período, o aumento dos custos quando observado pelos grandes grupos de procedimentos foi decorrente do aumento de preço para os quatro principais grupos: consulta, terapia, internação e exames. Observou-se que para esse último grupo houve além do aumento de preço a variação de frequência de utilização também contribuiu para a aceleração do índice VCMH. Entre os grandes grupos de procedimentos, a principal variação ficou com as internações, com variação de 16,6% no período, enquanto as variações dos custos com terapias aceleraram 15,1%; com consultas, 13,3%; e 9,8% com exames.

Quanto à faixa etária dos beneficiários da amostra do VCMH/IESS, observa-se que os beneficiários na faixa etária de 0 a 18 anos tiveram crescimento de 1,5%, e de 59 anos ou mais, de 1,7%, no mesmo período. São exatamente esses grupos, de crianças e idosos, que mais utilizam serviços de saúde comparado ao restante da população.

No geral, os beneficiários de planos de saúde acompanhados pelo VCMH/IESS são mais idosos do que a população como um todo. A amostra indica que 23,5% dos beneficiários têm mais de 59 anos, enquanto na população brasileira esse percentual é de 10,8% (Censo 2010).

Os dados referentes a junho de 2012 são os mais recentes disponíveis. Isso porque o VCMH considera as despesas pagas pelos procedimentos realizados no período de análise, que puderam ser quitadas até três meses depois. Os dados foram consolidados em outubro de 2012 e analisados durante três meses por uma consultoria internacional.

Quanto ao reajuste dos planos individuais, esse é autorizado pela ANS e ocorre a partir de maio do ano corrente, dependendo da data de aniversário do contrato. A ANS calcula o reajuste máximo dos planos individuais com base na média dos reajustes dos planos coletivos, que são de livre negociação entre as empresas contratantes e as operadoras de planos de saúde.

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