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Fevereiro 2026
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O atendimento virtual em saúde, acelerado durante a pandemia de Covid-19, deixou marcas duradouras nos hábitos de acesso dos beneficiários de planos de saúde. Dados da pesquisa Vox Populi / IESS indicam que, atualmente, 48% dos beneficiários afirmam que seus planos de saúde oferecem algum tipo de atendimento remoto. Ao mesmo tempo, 36% dizem que seus planos não disponibilizam esse serviço e 15,9% não sabem informar, sugerindo que a consolidação do atendimento virtual convive com diferentes níveis de conhecimento e percepção por parte dos usuários.

 

Entre os beneficiários que dizem contar com atendimento virtual, observa-se a presença de diversas modalidades, com níveis distintos de utilização. As consultas médicas por vídeo são o serviço mais utilizado, alcançando 40% dos entrevistados, seguidas pela avaliação para emissão de receitas ou pedidos de exames pela internet (28%) e pelas consultas com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas ou outros profissionais de saúde (26%).

 

Modalidades como o atendimento de urgência virtual e o acompanhamento de tratamento ou retorno por videochamada, embora disponíveis, registram percentuais de uso mais reduzidos, com 15% e 14% dos beneficiários, respectivamente, informando já ter utilizado esses serviços.

 

A pesquisa também revela que uma parcela considerável dos beneficiários tem acesso aos serviços virtuais, mas ainda não os utiliza. Em praticamente todas as modalidades analisadas, os percentuais de entrevistados que afirmam que o plano oferece o atendimento, mas que nunca fizeram uso, são relevantes. Esse dado indica que a incorporação do atendimento virtual ao cotidiano assistencial ainda ocorre de forma gradual, mesmo após a ampla difusão dessas ferramentas no período pandêmico.

 

Esse conjunto de informações evidencia uma oportunidade relevante para o sistema de saúde suplementar avaliar como aprimorar a comunicação com sua base de beneficiários. O uso adequado do atendimento remoto tende a trazer agilidade e conforto ao paciente, contribuindo para reduzir dificuldades de agendamento e a busca por atendimento hospitalar em situações que poderiam ser resolvidas por meios virtuais.

 

Além disso, ao evitar deslocamentos desnecessários, especialmente para prontos-socorros e serviços de pronto atendimento, o atendimento virtual pode contribuir para reduzir a exposição dos pacientes a ambientes com maior risco de contaminação. Cada situação clínica deve ser avaliada individualmente, mas os dados reforçam a importância de o beneficiário conhecer a existência desses serviços e compreender como utilizá-los de forma adequada.

 

Entre os beneficiários que já utilizaram o atendimento virtual, os níveis de satisfação são elevados em todas as modalidades avaliadas. A avaliação para emissão de receitas ou pedidos de exames pela internet apresenta 96% de satisfação, seguida pela orientação virtual para casos suspeitos de Covid, dengue ou outras condições específicas (95%) e pelo acompanhamento de tratamento ou retorno por videochamada (94%). Esses resultados sugerem que a experiência do usuário tende a ser positiva quando há efetiva utilização dos serviços digitais.

 

De forma geral, os dados da pesquisa indicam que o atendimento virtual permanece como um componente relevante do modelo assistencial pós-pandemia, com ampla aceitação entre os usuários que o utilizam e com espaço para maior difusão e integração às rotinas de cuidado na saúde suplementar. Mas fica claro que há espaço para crescer.

Janeiro 2026
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O debate sobre a criação de planos de saúde com cobertura restrita a consultas e exames permaneceu interditado nos últimos anos. Em 2025, foi registrado recorde de beneficiários de planos médico-hospitalares e, ao mesmo tempo, a expansão dos chamados “cartões de desconto” na área da saúde chegou ao ponto de esse segmento passar a ser regulado pela ANS, conforme decisão do STJ – ainda que o produto não seja um plano de saúde. Diante dessas circunstâncias, talvez o momento seja propício para a retomada do debate sobre a diversificação de produtos da saúde suplementar.

 

A pesquisa Vox Populi / IESS traz um sinal claro de abertura para novos modelos de oferta desses produtos: 38% dos não beneficiários afirmam que fariam adesão a um plano de saúde mais barato, com cobertura restrita a consultas e exames, sem cirurgias e internações. O dado revela que uma parcela expressiva da população está disposta a ingressar no sistema a partir de produtos segmentados, indicando espaço para formatos mais acessíveis como porta de entrada para a cobertura privada.

 

Esse interesse não é isolado. O levantamento mostra que 61% dos não beneficiários dizem que gostariam de ter um plano de saúde, o que reforça que a maioria da população atualmente fora da saúde suplementar não rejeita o conceito de plano, mas enfrenta limitações práticas – essencialmente financeiras – para aderir. Trata-se de uma demanda potencial relevante, que permanece reprimida diante das condições atuais de oferta.

 

Ao mesmo tempo, os resultados da pesquisa indicam que o preço e a falta de condições financeiras são os principais motivos para não ter um plano de saúde, tanto entre quem nunca foi beneficiário quanto entre aqueles que já tiveram cobertura no passado. A recorrência desse fator nas diferentes análises do estudo evidencia que o custo segue como o principal entrave ao acesso, especialmente em um contexto de renda pressionada e instabilidade no mercado de trabalho.

 

Apesar dessas restrições, a percepção de valor do plano de saúde permanece elevada. A pesquisa Vox Populi / IESS mostra que mais de 85% dos não beneficiários consideram que ter um plano de saúde é algo de grande importância, patamar que se mantém consistentemente alto ao longo dos anos. Essa combinação entre alta valorização e barreira econômica reforça a necessidade de repensar modelos de cobertura como parte da agenda de ampliação do acesso e de fortalecimento da sustentabilidade da saúde suplementar no Brasil.

Julho 2025
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Incorporar novas tecnologias à saúde é essencial para promover avanços no cuidado, melhorar desfechos clínicos e ampliar o acesso a tratamentos mais modernos. Isso é obviamente dizer mais do mesmo. Entretanto, para que se dê de forma responsável, é indispensável que o país conte com um sistema de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) transparente, previsível e tecnicamente robusto — sem perder de vista os limites orçamentários do sistema de saúde, público e privado.

 

No Brasil, o processo de ATS ainda enfrenta desafios estruturais. A ausência de um modelo único e consolidado, especialmente na saúde suplementar, gera incertezas para operadoras, prestadores e, principalmente, para os pacientes. Atualmente, diferentes entidades avaliam e recomendam tecnologias com critérios nem sempre alinhados, o que pode levar a decisões fragmentadas, judicializações e desigualdades no acesso.

 

Nesse contexto, a proposta de criação de uma Agência Nacional de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ANATS) — tema do mais recente estudo da série “Caminhos da Saúde Suplementar: Perspectivas 2035”, série produzida pelo IESS — surge como uma possível resposta à necessidade de aprimoramento institucional. A centralização do processo de ATS em uma agência única poderia promover maior coordenação entre os entes do sistema de saúde, além de fortalecer a capacidade técnica de análise, com base em evidências científicas e avaliações econômicas criteriosas.

 

“A criação de uma agência nacional pode oferecer um ponto de convergência técnico e político, reduzindo conflitos de competência e promovendo maior eficiência na incorporação de tecnologias”, destaca José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Contudo, a incorporação de uma nova tecnologia não deve ser baseada apenas em sua eficácia clínica. Como bem demonstra nosso estudo, é preciso avaliar também se ela é custo-efetiva, se cabe no orçamento do sistema e se pode ser implementada de forma equânime. Em outras palavras, nem toda inovação pode ou deve ser imediatamente absorvida: é necessário equilibrar inovação e sustentabilidade.

 

Para Cechin, é fundamental que as decisões de incorporação considerem os impactos financeiros e a capacidade de oferta, sob pena de gerar promessas que o sistema não consegue cumprir.

 

Transparência é outro pilar central. Processos de ATS mais abertos, com ampla participação social, previsibilidade nos prazos e divulgação clara dos critérios utilizados nas decisões são fundamentais para fortalecer a confiança dos agentes do setor e da sociedade. Essa abertura pode contribuir, inclusive, para reduzir a judicialização, já que decisões fundamentadas e bem comunicadas tendem a ser mais respeitadas.

 

“Previsibilidade e transparência não são apenas desejos: são condições para um ambiente regulatório saudável e para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirma Cechin.

 

Por fim, é importante lembrar que a criação de uma agência única não é uma solução mágica. Ela precisa vir acompanhada de garantias de autonomia técnica, mecanismos de governança sólida e participação de todos os segmentos da saúde. Somente assim será possível construir um modelo de ATS capaz de assegurar o acesso à inovação com responsabilidade, eficiência e justiça. O desafio está posto — e o futuro da saúde suplementar passa, necessariamente, pela sua superação.

 

Nosso estudo pode ajudar bastante na compreensão desse tema, sobretudo com base em experiências internacionais. Clique aqui e acesse. 

Junho 2025
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É recorrente, entre famílias de portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA), a busca pelas chamadas “intervenções intensivas”, com 20, 30 ou até 40 horas semanais de terapias. Embora essas abordagens possam ser úteis em alguns casos, nosso estudo desenvolvido em parceria com a Genial Care alerta para o risco de uma prescrição padronizada e sem base individualizada. Caso queira saber mais, clique aqui e acesse nosso estudo.

 

Uma meta-análise publicada na revista JAMA Pediatrics em 2024, conduzida por Sandbank et al., apontou que a intensidade da intervenção, por si só, não se correlaciona de forma consistente com melhores resultados no desenvolvimento de crianças com TEA. O artigo pode ser acessado aqui: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38913359/

 

Ou seja: mais horas não significam, necessariamente, mais progresso. A definição da “dosagem terapêutica” ideal precisa levar em conta fatores como o perfil da criança (considerando os distintos “graus” do transtorno), suas comorbidades, o tipo de terapia aplicada, o nível de suporte necessário e, claro, as características familiares. Nosso estudo chama a atenção: O excesso de sessões pode gerar sobrecarga emocional, comprometer o convívio familiar e afetar a adesão da própria criança ao tratamento.

 

Além disso, o custo dessas terapias intensivas é elevado, tanto para as operadoras quanto para as famílias — especialmente em um contexto de escassez de profissionais qualificados. Como mostra o estudo, os quadros mais complexos demandam maior carga horária e equipe multidisciplinar, elevando significativamente os custos.

 

A melhor terapia não é a mais longa, mas a mais adequada. Definir a carga horária com base em evidências e personalização é o caminho para promover resultados reais e sustentáveis. Essa é uma decisão que deve envolver médicos, terapeutas e famílias em diálogo, sempre com foco na qualidade da intervenção e no bem-estar da criança.

Maio 2025
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O aumento expressivo no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil reforça a necessidade de se discutir não apenas o acesso, mas sobretudo a qualidade dos tratamentos oferecidos. Nosso estudo "Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Saúde Suplementar", desenvolvido em parceria com a Genial Care, traz uma análise aprofundada sobre os desafios relacionados à adoção de Práticas Baseadas em Evidências (PBEs) no país.

 

A Resolução Normativa nº 539/2022 da ANS, que ampliou a cobertura obrigatória para qualquer método prescrito pelo médico assistente – mesmo sem comprovação científica robusta e segura de sua eficácia –, estabeleceu um padrão preocupante.

 

Não se discute aqui o ato médico, mas a indicação da evidência científica de que aquela proposta terapêutica prescrita se mostrou efetiva. Afinal, a simples prescrição médica não configura “evidência científica” – e aqui não há qualquer juízo de valor sobre o ato médico, cabe reforçar.

 

Isso se justifica porque a ausência de critérios técnicos claros pode resultar na adoção de terapias ineficazes, desperdício de recursos e, mais grave, prejuízo ao desenvolvimento dos pacientes. Pior: o excesso de terapias sem uma coordenação de cuidado por incorrer em risco ao desenvolvimento do paciente, indica o estudo.

 

José Cechin, superintendente executivo do IESS, alerta:

 

“Não basta oferecer tratamento. É essencial garantir que as intervenções tenham efetividade comprovada. A sustentabilidade do sistema e a eficácia terapêutica dependem da racionalidade clínica e do respeito à ciência.”

 

O estudo reforça que há 28 práticas reconhecidas internacionalmente como eficazes — entre elas a ABA, o reforçamento positivo e o uso de comunicação funcional —, mas muitas vezes essas são preteridas por modismos terapêuticos sem validação. Promover PBEs é, portanto, não apenas um imperativo técnico, mas uma responsabilidade ética com as famílias e com o futuro do cuidado ao TEA no Brasil.

 

Quer saber mais sobre o tema? Clique aqui e acesse nosso estudo.

Abril 2025
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Nosso novo estudo “Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Saúde Suplementar”, realizado em parceria com a clínica Genial Care, oferece uma análise robusta e atualizada sobre um tema que cresce em relevância: o atendimento a pessoas com TEA no sistema de saúde suplementar brasileiro. Em um cenário de crescente prevalência e demanda por serviços especializados, o estudo se propõe a mapear não apenas os desafios clínicos e operacionais, mas também a urgência de um modelo assistencial mais sustentável e baseado em evidências.

 

A partir da estimativa global de que uma em cada 36 crianças seja afetada pelo TEA, o relatório aponta que, no Brasil, o número de diagnósticos cresceu 37% entre 2014 e 2019. Contudo, a oferta de serviços especializados não acompanhou esse ritmo. As filas de espera aumentam e as famílias enfrentam dificuldades para garantir um tratamento adequado, o que tem impulsionado a judicialização da saúde suplementar.

 

Um dos pontos centrais do estudo é observar impactos da Resolução Normativa 539/2022 da ANS, que amplia a cobertura para qualquer técnica prescrita pelo médico assistente, independentemente de comprovação científica. Embora essa medida busque garantir o acesso, ela também abre espaço para práticas sem eficácia comprovada, gerando sobrecarga financeira e incerteza terapêutica.

 

O estudo reforça a importância das Práticas Baseadas em Evidências (PBEs). São 28 intervenções reconhecidas por sua eficácia, como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e estratégias educacionais individualizadas. A personalização do atendimento, aliás, é outro ponto destacado: mais horas de terapia não significam, necessariamente, melhores resultados. O cuidado deve ser centrado nas necessidades específicas da criança e na realidade da família.

 

A pesquisa também chama atenção para a escassez de profissionais capacitados, especialmente terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. O desequilíbrio na formação acadêmica e a falta de regulamentação mínima para atuação com TEA comprometem a qualidade do cuidado e exigem investimento contínuo em formação técnica e certificações.

 

Por fim, o estudo propõe soluções inovadoras, como o uso de tecnologias para diagnóstico precoce, monitoramento terapêutico e até realidade virtual para treino de habilidades sociais. Ainda que promissoras, essas ferramentas precisam estar integradas a um ecossistema regulado, ético e centrado no bem-estar da pessoa autista.

 

Ao reunir dados, análises e recomendações técnicas, o estudo não apenas amplia o conhecimento sobre o TEA, como também propõe caminhos mais eficientes e humanos para sua abordagem. Trata-se de uma contribuição essencial para aprimorar políticas públicas, qualificar o debate regulatório e, sobretudo, garantir um cuidado mais justo, responsável e baseado na ciência.

 

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo.

Março 2025
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A saúde suplementar no Brasil segue uma trajetória de crescimento, e os números mais recentes da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) 103, que acabamos de divulgar, mostram que esse avanço tem sido impulsionado pelo Estado de São Paulo. O aumento do número de beneficiários nos planos médico-hospitalares e odontológicos reflete não apenas a retomada econômica e a geração de empregos formais, mas também uma crescente valorização do acesso à saúde privada por parte da população e das empresas.

Em janeiro de 2025, o país registrou 52,2 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, um crescimento de 2% em 12 meses, o que equivale a 1 milhão de novos vínculos. São Paulo se destaca nesse cenário, com 18,3 milhões de beneficiários, representando 35,8% do total nacional. A taxa de cobertura estadual atingiu 39,8%, superando em 15 pontos percentuais a média nacional, que está em 24,6%. O crescimento paulista foi de 1,8%, o que corresponde a um saldo positivo de 317,3 mil novos beneficiários.

O desempenho de São Paulo não surpreende, mas reforça a forte correlação entre o mercado de trabalho e a adesão aos planos de saúde. Dados do Novo Caged (Ministério do Trabalho e Emprego) indicam que o estado gerou 457,3 mil novos empregos formais no último ano, contribuindo diretamente para a ampliação do número de beneficiários, especialmente nos planos coletivos empresariais, que cresceram 3,3%. Esse tipo de plano já representa a maior parte do mercado, evidenciando o papel das empresas na oferta de benefícios de saúde aos seus colaboradores.

 

A saúde bucal ganha força

 

Além dos planos médico-hospitalares, os planos exclusivamente odontológicos também apresentaram um crescimento expressivo. Em janeiro de 2025, o Brasil atingiu a marca de 34,4 milhões de beneficiários em planos odontológicos, uma alta de 6% em 12 meses. São Paulo seguiu essa tendência, registrando 5,2% de crescimento, adicionando 581 mil novos beneficiários.

 

Esse crescimento demonstra uma conscientização cada vez maior sobre a importância da saúde bucal. “A ampliação do acesso a planos odontológicos reflete não apenas a demanda crescente da população, mas também o reconhecimento das empresas de que a saúde bucal impacta diretamente a produtividade e o bem-estar dos trabalhadores”, afirma José Cechin, superintendente executivo do IESS.

 

Disparidades regionais ainda são um desafio

 

Apesar do avanço da saúde suplementar, as diferenças entre as regiões do Brasil permanecem um ponto de atenção. Enquanto São Paulo apresentou uma das maiores expansões do país, estados como o Rio de Janeiro registraram perda de beneficiários, com um saldo negativo de 87,3 mil vínculos no último ano. Além disso, as taxas de cobertura no Norte e Nordeste seguem bem abaixo da média nacional, com 11,2% e 12,9%, respectivamente.

 

Esses números indicam que, embora a saúde suplementar esteja crescendo, a distribuição dos benefícios ainda é desigual. O acesso a planos de saúde privados continua concentrado em estados economicamente mais desenvolvidos, onde o mercado de trabalho formal é mais robusto e a oferta de planos coletivos empresariais é mais disseminada.

 

Perspectivas para o setor

 

O crescimento da saúde suplementar no Brasil deve continuar acompanhando o desempenho do mercado de trabalho e da economia como um todo. Se o país seguir em trajetória positiva de geração de empregos formais, é esperado que mais pessoas tenham acesso aos planos médico-hospitalares e odontológicos, especialmente os coletivos empresariais.

 

No entanto, para que esse crescimento seja sustentável e equitativo, é fundamental que haja iniciativas que incentivem a ampliação do acesso à saúde suplementar em todas as regiões do país. Reduzir as disparidades regionais e fortalecer a oferta de planos de saúde em estados com menor taxa de cobertura são desafios importantes para o setor.

 

“A tendência é que o crescimento continue acompanhando o avanço do emprego formal e da economia. Se a geração de empregos se mantiver em alta, o número de beneficiários dos planos de saúde deve seguir essa curva ascendente nos próximos meses”, pontua José Cechin.

 

O cenário exige atenção e planejamento. A saúde suplementar segue sendo um dos principais pilares da assistência à saúde no Brasil, e garantir sua expansão de forma equilibrada será essencial para atender às demandas da população de maneira justa e eficiente.

Janeiro 2025
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A nova edição da NAB registra crescimento no número de contratos de planos de saúde em novembro de 2024 ante o mesmo mês do ano anterior. Foram 843,7 mil novos beneficiários de planos médico-hospitalares, uma alta de 1,7%, na comparação de ano contra ano. Clique aqui e veja a íntegra.

Os planos médico-hospitalares totalizaram 51,5 milhões de beneficiários, enquanto os exclusivamente odontológicos chegaram a 34,3 milhões de pessoas.

O documento destaca o desempenho do Paraná no segmento odontológico. O Estado registrou, em novembro de 2024, um total de 1,9 milhão de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos, o maior já verificado pela série histórica iniciada em 2000. Em relação a novembro de 2023, o crescimento é de 12,8%, com acréscimo de 218,1 mil beneficiários no período. 

Setembro 2022
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“Mães em foco: Boas práticas do pré-natal ao parto” foi tema do webinar IESS realizado de forma gratuita e on-line, em maio, no mês das mães. Para assistir, clique aqui.

O webinar reuniu especialistas que debateram sobre a importância do acompanhamento médico durante a jornada da gestante. Participaram da discussão Ana Paula Cavalcante, gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS, dra. Teresa Uras, coordenadora da UTI Neonatal Hospital Samaritano Higienópolis, e dra. Lenira Gaede Senesi, professora de Medicina da Tocoginecologia da UFPR.

Além disso, durante o evento, o IESS apresentou dados relevantes sobre o tema, apurados e disponibilizados na Cartilha de Boas Práticas do Pré-Natal ao Parto, disponível para download aqui.

A publicação foi lançada pelo instituto na ocasião, com o objetivo de apontar os cuidados adequados durante a gestação e o pós-parto. A gestação é um momento especial para a mulher, mas que inspira atenção e cuidado adequado para cuidar da saúde do bebê e da mãe.

Fevereiro 2017
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Na semana do Carnaval, de 27 de fevereiro a 3 de março, estaremos promovendo uma série de melhorias na nossa infraestrutura digital, especialmente com a migração para um novo banco de dados. Em virtude da demanda crescente aos conteúdos do IESS, nosso objetivo é tornar o acesso às informações ainda mais rápido e estável.

Durante esse processo, contudo, o portal do IESS e seus canais (como o Blog e o IESSdata) não serão atualizados e poderão apresentar instabilidade para quem tentar acessá-los.

Na segunda-feira (6/3), voltaremos a atualizar nossos conteúdos regularmente.

Agradecemos a compreensão de todos.