Em quatro anos, entre 2019 e 2022, a saúde suplementar registrou alta de 0,9% nas internações. Em números absolutos, no primeiro ano foram contabilizados 8,7 milhões desses procedimentos, e no último, 8,8 milhões. A informação é do estudo do IESS “Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022” que analisa os dados do último Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2023.
Ao verificar os dados ano a ano, percebe-se que entre 2019 e 2020, no início da pandemia de Covid-19, houve uma diminuição no número de internações de 16%, de 8,7 milhões para 7,3 milhões. Já no ano seguinte a quantidade desses procedimentos voltou a subir. Em 2021, foram registrados 7,7 milhões.
Vale ressaltar que, nos quatro anos analisados, a saúde suplementar teve crescimento de 6% no número de beneficiários e que o número total de procedimentos assistências no período cresceu 10,2%: de 1,4 bilhão, em 2019, para 1,6 bilhão, em 2022.
O estudo do IESS está disponível para consulta e download gratuito aqui.
Apesar do aumento de 6% no número de beneficiários na saúde suplementar entre 2019 e 2022, a quantidade de consultas médicas teve uma oscilação negativa no período. De acordo com estudo do IESS “Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022”, a redução foi de 5,2%.
O material traz uma análise do último Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2023, e aponta que, em 2019, foram registradas 279,1 milhões de consultas e, em 2022, 264,7 milhões. No entanto, ao comparar ano a ano, nota-se que a queda desse tipo de procedimento ocorreu entre os anos de 2019 e 2020, período de início da pandemia de Covid-19, quando houve um represamento da utilização dos serviços assistenciais. Entre esses dois anos, o número de consultas reduziu cerca de 27%, de 279,1 para 204,2 milhões. Nos anos seguintes da análise, percebe-se uma retomada da utilização do serviço. Entre 2020 e 2021, teve um crescimento de cerca de 15%. Já entre 2021 e 2022, o aumento foi de 12,7%.
A queda nas consultas médicas foi puxada pela diminuição das consultas ambulatoriais. Que no período analisado caíram 7,4%. Já as consultas médicas em pronto-socorro tiveram um aumento de 3,8% entre 2019 e 2022.
O estudo do IESS está disponível para consulta e download gratuito aqui.
Em 2022, os planos privados de assistência médico-hospitalares registraram 1,6 bilhão de procedimentos assistenciais. O dado é do novo estudo do IESS Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022, que traz uma análise com dados do último Mapa Assistencial da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgado em 2023.
O material destaca que houve crescimento de 10,2% na produção assistencial entre 2019 e 2022. No primeiro ano da análise, foram registrados cerca de 1,4 bilhão de procedimentos. Nesse mesmo período, o número de beneficiários de planos médicos também teve alta de 6%, passando de 47 milhões para 49,8 milhões de vínculos.
Do total de procedimentos assistenciais, a maioria corresponde à realização de exames complementares, cerca de 1 bilhão foram registrados em 2022. Se comparado com 2019, o crescimento também foi o mais expressivo: 18,9%. Em 2019, a saúde suplementar contabilizou 922,8 milhões desses procedimentos.
O mesmo não aconteceu com as consultas médicas. No período analisado foi registrada uma variação negativa de 279,1 milhões (2019) para 264,7 milhões (2022), o que significa uma queda de 5,2%.
Confira o estudo na íntegra aqui.
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No Brasil, o número de internações em decorrência de doenças raras cresceu 20,4% (de 156.507 para 188.447) entre 2021 e 2022. Este aumento foi observado em todas as regiões do País, com exceção do Norte, que apresentou uma queda de 20%. A informação é do Texto para Discussão 101 “Doenças Raras: Panorama dos gastos com internações nos planos de saúde do Brasil (2021 e 2022)”, lançado pelo IESS no dia 29 de fevereiro, no Dia Mundial das Doenças Raras.
O estudo aponta que os sete estados da região (Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins) registraram, em 2021, 2.379 internações em decorrência de doenças raras, enquanto em 2022, os casos caíram para 1.892. O material analisa internações de um conjunto de 50 tipos de doenças com tratamentos específicos e com código CID definido com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O Norte foi também a região que apresentou os menores números de internações do País no período. Em contrapartida, o Sudeste liderou a lista de ocorrências com 99.537 (2021) e 122.260 (2022), seguido do Sul que registrou 28.556 casos (2021) e 31.996 (2022). A grande quantidade desses procedimentos nessas regiões pode ser atribuída à oferta de tratamentos e capacidade de diagnóstico que é maior em comparação com o resto do País.
Já em relação às despesas das operadoras relacionadas às internações em decorrência de doenças raras no Norte, o levantamento apontou que no período analisado houve uma diminuição de 9,7%. O gasto total em 2021 foi de R$ 4,1 milhões e, em 2022, R$ 3,7 milhões.
É importante destacar que doença rara é aquela que coloca em risco a vida do paciente ou é cronicamente debilitante e tem baixa prevalência (65 pessoas em cada 10 mil habitantes). No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são afetadas por essas condições. O estudo está disponível na íntegra aqui.
Recentemente, o IESS lançou o Texto para Discussão 101 “Doenças Raras: Panorama dos gastos com internações nos planos de saúde do Brasil (2021 e 2022)”. Baseado em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o material analisa internações de um conjunto de 50 tipos de doenças raras com tratamento específico e com código CID definido.
O estudo identificou que o número de internações de beneficiários com doenças raras cresceu 20,4% na saúde suplementar entre 2021 e 2022. Uma das condições observadas que se destacou foi a Doença Falciforme, que foi responsável pelo maior número de internações nos dois anos analisados. Em 2021, o registro foi de 22.978 casos e, em 2022, 31.081. O aumento no período foi de cerca de 35%.
Em relação às despesas das operadoras relacionadas às internações em decorrência de Doença Falciforme, o levantamento do IESS apontou que no período analisado houve um crescimento aproximado de 58%. O gasto total em 2021 foi de R$ 23,08 milhões e, em 2022, R$ 36,44 milhões.
O estudo está disponível na íntegra aqui.
A Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH), apurada pelo IESS, fechou em 15,1% nos 12 meses encerrados em junho de 2023, comparado com os 12 meses anteriores. O estudo leva em conta o comportamento de uma carteira de 606 mil beneficiários de planos de saúde individuais e, novamente, se revelou superior à inflação de preços medida pelo IPCA/IBGE, que foi de 3,2% no mesmo período.
O índice permaneceu estável, apenas 0,2 pontos percentuais a mais, em comparação ao ritmo de aumento das despesas registrado no levantamento anterior (14,9%), referente aos 12 meses terminados em março de 2023. Na oportunidade, o IPCA/IBGE foi de 4,7% no mesmo período.
O estudo mostra que houve aumento significativo na frequência de utilização dos serviços que compõem a lista de procedimentos de Outros Serviços Ambulatoriais (OSA), executados por profissionais de nível superior, mas não médicos, entre eles psicólogos e terapeutas ocupacionais, nutricionistas e fisioterapeutas. Nota-se um crescimento acentuado, iniciado a partir de junho de 2021 quando a variação era 13,2% positiva, saltou para 121,6% nos 12 meses seguintes, e se fixou 30,6% em junho de 2023, percentual ainda considerado elevado.
Além do aumento na frequência de OSA, a análise apresentou, no período analisado, variação positiva, que representa aumento nas despesas per capita de 15,9%, no pacote de procedimentos disponíveis. Para se ter uma ideia, entre os 12 meses anteriores a junho de 2022 e os 12 seguintes até junho de 2023 o número de procedimentos realizados no País subiu de 5,2 milhões para 6,6 milhões, alta de 27,5%, sendo o maior volume entre beneficiários de planos de saúde com 59 anos ou mais.
O levantamento do IESS, no entanto, revela que a VCMH também foi positiva em outros grupos de procedimentos, significando crescimento das despesas por exposto, entre eles terapias (32,3%), consultas (13,4%) internação (12,8%) e exames (3,2%).
Para acessar o relatório da VCMH/IESS, na integra, clique aqui.
No Brasil, o número de internações em decorrência de doenças raras cresceu de 156.507, em 2021, para 188.447, em 2022. O aumento de 20,4% entre os dois anos foi apontado pelo Texto para Discussão 101 “Doenças Raras: Panorama dos gastos com internações nos planos de saúde do Brasil (2021 e 2022)”, lançado pelo IESS no dia 29 de fevereiro, no Dia Mundial das Doenças Raras.
Baseado em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o material analisa internações de um conjunto de 50 tipos de doenças raras com tratamento específico e com código CID definido. Um dos destaques do material foi a quantidade da ocorrência dessas internações na região Sudeste do País. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somaram, em 2021, 99.537 casos. Já em 2022, esse número subiu 22,8% e chegou a 122.260.
O estudo aponta ainda que este grande número desses procedimentos na região pode ser atribuído à maior oferta de tratamentos e maior capacidade de diagnóstico em comparação com o resto do País. Já em relação às despesas das operadoras relacionadas às internações em decorrência de doenças raras no Sudeste, o levantamento apontou que no período analisado houve um crescimento de 26%. O gasto total em 2021 foi de R$ 233,7 milhões e, em 2022, R$ 294,9 milhões.
É importante destacar que doença rara é aquela que coloca em risco a vida do paciente ou é cronicamente debilitante e tem baixa prevalência (65 pessoas em cada 10 mil habitantes). No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são afetadas por essas condições. O estudo está disponível na íntegra aqui.
A Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS), a primeira publicação científica do setor, disponibiliza hoje o artigo “Desempenho Econômico-Financeiro de Operadoras de Planos de Saúde no Mercado Brasileiro”. O texto é assinado por Eduarda Caroline Deungaro, especialista em Finanças e Controladoria pela Universidade de São Paulo – USP e analista de Riscos e Controles Internos na Unimed Grande Florianópolis/SC.
O trabalho comparou o desempenho econômico-financeiro de operadoras de grande porte das modalidades cooperativa médica e medicina de grupo no período de 2018 a 2021. Para isso, a autora selecionou 10 indicadores disponibilizados pela ANS que apresentaram grande variação no período analisado e buscou verificar o impacto da pandemia de Covid-19 no setor.
A RBSS é uma iniciativa do IESS que tem o objetivo de fomentar a produção acadêmica, contribuir e ampliar o conhecimento e desenvolvimento da Saúde Suplementar e áreas relacionadas. A publicação on-line disponibiliza artigos originais e inéditos, incluindo de opinião e revisões críticas sobre temas específicos relacionados ao setor. As áreas exploradas são promoção da saúde, qualidade de vida e gestão da saúde, odontologia, economia e gestão jurídica, sempre com foco no setor.
A revista tem fluxo contínuo e está aberta para receber artigos o ano todo, sem custos aos autores. Para submeter um trabalho, os autores devem cumprir todos os critérios necessários, disponíveis aqui.
Confira todos os artigos já publicados aqui.
O Dia Mundial da Obesidade, 4 de março, foi estabelecido com o propósito de ampliar a conscientização acerca dessa condição de saúde. Reconhecida como uma epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença representa um desafio complexo para a saúde pública, sendo associada ao surgimento de diversas outras enfermidades.
O IESS sempre atento ao setor de saúde suplementar e às questões relacionadas à saúde, qualidade de vida e bem-estar, disponibiliza aqui no site uma série de conteúdos sobre o tema. Confira a seguir:
Estudos Especiais
Em 2022, lançamos dois estudos especiais sobre obesidade: “Custos diretos e atribuíveis à obesidade grave e obesidade mórbida no Sistema de Saúde Suplementar do Brasil” e “Como o aumento da prevalência da obesidade entre beneficiários pode impactar a sustentabilidade da saúde suplementar”. Os materiais foram encomendados pelo IESS e trazem dados importantes sobre a obesidade no Brasil. O primeiro deles identificou, por exemplo, que as despesas da obesidade grave e mórbida no sistema de saúde suplementar do Brasil representam, por beneficiário, R$ 2.750 por mês, o que somado ao ano resultam em R$ 33 mil. Essa informação, inclusive, foi repercutida em matéria na Agência Brasil.
Seminário
Esses estudos foram apresentados e debatidos durante o Seminário IESS: Obesidade no Brasil: Impactos sociais e econômicos. O evento contou com a presença de especialistas como a Drª. Ana Luisa Gomes, especialista em Saúde e Epidemiologista, e o prof. Dr. Gonzalo Vecina, da FSP-USP. E seminário foi transmitido ao vivo em nosso canal do YouTube e está disponível também aqui no site.
Texto para Discussão (TD)
Em outubro de 2023, produzimos e divulgamos o TD 98: Evolução da obesidade entre beneficiários de planos de saúde, que usou como base dados do Vigitel de 2008 a 2021, do Ministério da Saúde. A análise apontou que no Brasil, entre 2008 e 2021, a prevalência da obesidade entre beneficiários de planos de saúde saltou 7,2 pontos percentuais, foi de 12,9% para 20,1%.
Capítulo de livro
Em dezembro de 2022, lançamos Saúde das Empresas: a Promoção de uma Ideia Sustentável, um livro eletrônico gratuito que reúne artigos e cases de especialistas. O tema obesidade é abordado no capítulo Transformações desde meados do século XX e sua relação com o aumento das condições crônicas, assinado por José Cechin, superintendente executivo do IESS. O livro pode ser baixado aqui.
IESS Educação
Em 2023, disponibilizamos na plataforma IESS Educação de cursos gratuitos a videoaula Consumo de Ultraprocessados e Impactos na Obesidade, ministrada por Felipe Delpino, pesquisador do IESS, mestre em Nutrição e Alimentos, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva e em Nutrição em Saúde Pública e doutor em Ciências da Saúde. O curso traça um panorama da obesidade no Brasil, explica o conceito de alimentos ultraprocessados e a relação deles com a obesidade e outras doenças crônicas. Além disso, apresenta os desafios que as consequências do consumo desses alimentos trazem para o setor de Saúde Suplementar. Acesse a plataforma e inscreva-se!
