O recente estudo do IESS “Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022” aponta que o número de terapias realizadas na saúde suplementar teve queda de 17,7% em quatro anos. O material traz uma análise do último Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2023, e apresenta dados do período durante e pós a pandemia de Covid-19.
Ao verificar os números registrados de terapias no setor, o estudo destaca que embora tenha ocorrido aumento progressivo anual após o início da pandemia em 2020, essa categoria ainda não conseguiu restaurar os patamares anteriores à crise sanitária. Em 2019, por exemplo, foram registrados 81,1 milhões desses procedimentos, enquanto em 2022, 66,8 milhões. A queda acentuada ocorreu entre os dois primeiros anos da análise. Foram 32% de terapias a menos entre 2019 e 2020, quando foram contabilizadas 55 milhões. Já em 2021, o registro foi de 62,2 milhões.
Vale ressaltar que, nos quatro anos analisados, a saúde suplementar teve crescimento de 6% no número de beneficiários e que o número total de procedimentos assistências no período cresceu 10,2%: de 1,6 bilhão, em 2019, para 1,6 bilhão, em 2022.
O estudo do IESS está disponível para consulta e download gratuito aqui.
O estado de Santa Catarina encerrou o mês de janeiro deste ano com 607,1 mil beneficiários em planos de saúde médico-hospitalares. Em 12 meses, houve crescimento de 1,9%, o maior da região Sul, com acréscimo de 31 mil vínculos.
As informações são Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) N° 91 do IESS. O estudo mostra que no Brasil o número de contratos é de 50,9 milhões, com registro de alta de 1,8% a mais do que o mesmo mês de 2023, quando havia 50 milhões.
No Sul do País, o número total de beneficiários é de 78,5 mil, sendo 37,5 mil do Rio Grande do Sul, 31 mil de Santa Catarina e 9,9 mil do Paraná. No período de um ano, houve variação positiva de 1,1% - a média nacional foi de 1,8%.
Para baixar a Nota de Acompanhamento de Beneficiários N° 91 na íntegra clique aqui.
Os empregos gerados na cadeia produtiva da saúde tiveram alta de 0,3% nos últimos três meses encerrados em dezembro do ano passado e somam total de 4 milhões e 867 mil vínculos no País. A maior parte, 3,9 milhões (81%) são contratações diretas do setor privado, e o restante, 920,6 mil, são do setor público.
As informações do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 68, do IESS, consideram os setores público, privado e empregos diretos e indiretos sendo que, do total de vínculos na cadeia, praticamente metade (2,4 milhões) pertencem à região Sudeste. Na mesma comparação trimestral, o mercado de trabalho da economia teve leve retração de 0,3%.
A região que mais cresceu, no entanto, levando-se em conta a variação percentual do trimestre, foi a Centro-Oeste (1%). No Norte, o aumento foi (0,9%), seguido por Sudeste (0,8%), e Sul (0,3%). No Nordeste, houve queda de 1,6% no volume de contratações.
Já o saldo mensal de oportunidades, registrado em dezembro ficou negativo em 18,5 mil empregos no setor. No acumulado do ano, considerando os subsetores, o que mais gerou empregos formais na cadeia foi o de prestadores (109,2 mil), seguido por fornecedores (44 mil). Já operadoras tiveram saldo de 2,9 mil postos de trabalho. No total, o saldo do setor privado (156,2 mil) representa 11,2% do volume gerado pela economia (1,4 milhão).
Clique aqui para acessar o estudo na íntegra.
Recentemente, divulgamos o estudo “Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022” que traz uma análise do último Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2023. O material aponta que em 2022 foram registrados 1,6 bilhão de procedimentos médico-hospitalares e que no período analisado esse número teve uma alta de 10,2%.
O estudo analisa as consultas médicas em prontos-socorros, que somaram 54,7 milhões em 2022 e tiveram um aumento expressivo de 34,7% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados 44,3 milhões desses procedimentos. Ao verificar os números ano a ano, percebe-se que houve uma oscilação negativa entre 2019 e 2020, período que marcou o início da pandemia de Covid-19, de 57,5 milhões para 39,2 milhões, e que a partir de 2021 esses procedimentos voltaram a aumentar.
Vale ressaltar que, nos quatro anos analisados, a saúde suplementar teve crescimento de 6% no número de beneficiários e que as consultas médicas em prontos-socorros, apesar da oscilação negativa entre 2019 e 2020, aumentaram 3,8%.
O estudo do IESS está disponível para consulta e download gratuito aqui.
Temos novo artigo disponível na Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS), a primeira publicação científica do setor. O texto intitulado “Modelo assistencial contemporâneo para os idosos: a premência necessária”, é assinado por Renato Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
O texto busca fazer uma reflexão aprofundada a partir de uma indagação – É possível envelhecer com saúde e qualidade de vida no Brasil? A partir daí, o artigo defere a resposta por meio de proposição de um modelo assistencial resolutivo e com excelente relação ao custo-benefício em linha com o que há de mais contemporâneo no cuidado integral para o grupo etário dos idosos.
A RBSS é uma iniciativa do IESS que tem o objetivo de fomentar a produção acadêmica, contribuir e ampliar o conhecimento e desenvolvimento da Saúde Suplementar e áreas relacionadas. A publicação on-line disponibiliza artigos originais e inéditos, incluindo de opinião e revisões críticas sobre temas específicos relacionados ao setor. As áreas exploradas são promoção da saúde, qualidade de vida e gestão da saúde, odontologia, economia e gestão jurídica, sempre com foco no setor.
A revista tem fluxo contínuo e está aberta para receber artigos o ano todo, sem custos aos autores. Para submeter um trabalho, os autores devem cumprir todos os critérios necessários, disponíveis aqui.
Confira todos os artigos já publicados aqui.
No Brasil, o número de internações em decorrência de doenças raras cresceu 20,4% (de 156.507 para 188.447) entre 2021 e 2022. A informação é do Texto para Discussão 101 “Doenças Raras: Panorama dos gastos com internações nos planos de saúde do Brasil (2021 e 2022)”, lançado pelo IESS no dia 29 de fevereiro, no Dia Mundial das Doenças Raras.
O material analisa internações de um conjunto de 50 tipos de doenças raras com tratamentos específico e com código CID definido com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e aponta que a região Sul do Brasil seguiu a tendência de alta do País e registrou aumento de 12% nos procedimentos entre um ano e outro. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná somaram, em 2021, 28.556 casos e, em 2022, 31.996.
O Sul é a segunda região com o maior número de casos de internações no período analisado. Já o Sudeste lidera a lista de casos com 99.537 (2021) e 122.260 (2022). O grande número desses procedimentos nessas regiões pode ser atribuído à oferta de tratamentos e capacidade de diagnóstico que é maior em comparação com o resto do País.
Já em relação às despesas das operadoras relacionadas às internações em decorrência de doenças raras no Sul, o levantamento apontou que no período analisado houve um crescimento de 19%. O gasto total em 2021 foi de R$ 45,8 milhões e, em 2022, R$ 54,4 milhões.
É importante destacar que doença rara é aquela que coloca em risco a vida do paciente ou é cronicamente debilitante e tem baixa prevalência (65 pessoas em cada 10 mil habitantes). No Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas são afetadas por essas condições. O estudo está disponível na íntegra aqui.
Em quatro anos (2019 a 2022), o número de exames complementares na saúde suplementar aumentou 18,9%, totalizando no ano retrasado 1.097,7 milhão. Em 2019, a quantidade contabilizada deste tipo de procedimento foi de 922,8 mil. As informações são do estudo do IESS “Dados Assistenciais da Saúde Suplementar: Evolução e Perspectivas entre 2019 e 2022”.
O material destaca, ainda, houve uma queda de 15,8% nos exames entre os dois primeiros anos da análise, que coincidem com o início da pandemia de Covid-19. Em 2020, foram contabilizados 777 mil de procedimentos. Já no ano seguinte, o número voltou a crescer, ultrapassando a marca inicial, e foram registrados 995,9 mil exames, 28,2% a mais. A tendência de alta se manteve em 2022, com uma variação positiva de 10,2%.
O estudo destaca ainda que esse aumento pode indicar uma maior atenção dos beneficiários na prevenção, diagnóstico precoce e monitoramento da saúde, ou uma tendência de aumento de pedidos de exames pelos profissionais da saúde.
O estudo do IESS está disponível para consulta e download gratuito aqui.
O número de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos segue em crescimento no País. A modalidade encerrou janeiro deste ano com 32,7 milhões de beneficiários. Em 12 meses houve alta de 8,1% com a inclusão de 2,4 milhões de vínculos. As informações são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) n° 91, do IESS.
Dentre os tipos de planos, os coletivos por adesão tiveram a maior alta percentual (22,9%) e encerraram o primeiro mês no ano com 3,5 milhões de beneficiários. Os coletivos empresariais somaram 23,5 milhões e tiveram um crescimento de 6,9% no período.
Os planos individuais e familiares também apresentaram alta e totalizam 5,5 milhões de vínculos. Entre janeiro de 2023 e 2024, cresceram 5,3% com inclusão de 282,7 novos beneficiários.
Confira e baixe gratuitamente a NAB 91 aqui.
Os planos de saúde médico-hospitalares encerraram janeiro deste ano com 50,9 milhões de beneficiários, 1,8% a mais do que o mesmo mês de 2023. As informações são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) N° 91 do IESS.
O estudo periódico aponta ainda que, durante o período houve acréscimo de 903,3 mil contratos. Também houve aumento de 2,4% nas adesões de planos coletivos, que representam 42 milhões de vínculos. A maior fatia dessa modalidade é dos planos empresariais, que encerraram janeiro com 35,9 milhões de beneficiários, 3% a mais que o mesmo mês de 2022.
Já os planos individuais e familiares apresentaram leve queda nos 12 meses analisados. O tipo de contratação recuou de cerca de 8,9 milhões para 8,8 milhões de vínculos, uma diminuição de 1%.
Para baixar a NAB 91 na íntegra clique aqui.
Todos sabem do papel fundamental que a saúde bucal desempenha para o bem-estar e qualidade de vida das pessoas. Em São Paulo, um a cada quatro moradores se preocupa com essa questão e possui plano de saúde exclusivamente odontológico, aponta a Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 91, desenvolvida pelo IESS.
O estado possui cerca de 44 milhões de habitantes, de acordo com dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 11,2 milhões eram beneficiários desse tipo de plano em janeiro de 2024, número recorde desde o início da série histórica da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Assim, a taxa de cobertura estadual é de aproximadamente 25%. No Brasil, já são 32,7 milhões de vínculos odontológicos.
Diferentemente dos planos médico-hospitalares, que sofreram oscilações, especialmente entre 2014 e 2020, os odontológicos seguem em franco crescimento no estado. Nem mesmo os efeitos causados pela pandemia da Covid-19 interferiram nesse processo. Para se ter uma ideia, apenas na comparação anual, entre os meses de janeiro de 2023 e 2024, foram acrescidos 518,5 mil novos beneficiários.
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