A Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) n° 89 do IESS já está disponível com as atualizações dos dados da saúde suplementar até novembro de 2023. O estudo aponta que os planos de saúde médico-hospitalares tiveram nova alta e registram recorde de beneficiários desde a série história da ANS.
Em novembro do ano passado, pessoas com assistência médico-hospitalar no País somaram 50,941 milhões. Se comparado ao mesmo ano de 2022, a alta registrada foi de 1,8%. Naquele ano, o número de beneficiários era de 50,026 milhões.
A taxa de cobertura nacional, de acordo com os dados mais recentes, é de 25,1% e o aumento dos vínculos foi puxado pelo aquecimento do mercado de trabalho. Os planos coletivos empresariais tiveram crescimento de 3,3% em 12 meses e encerram o mês de novembro com 35,894 milhões beneficiários. O estoque de empregos neste período teve variação positiva de 3,4%.
Faça o download gratuito da NAB 89 aqui.
As contratações de planos médico-hospitalares voltadas ao público idoso têm crescido de forma constante no País. Em novembro de 2023, os beneficiários com 60 anos ou mais atingiram a marca de 7,5 milhões no País, número recorde desde o início da série histórica disponibilizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2000.
As informações são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 89, desenvolvida pelo IESS. O estudo revela ainda que as contratações de planos de saúde para atender à população idosa foram expressivas e se superaram, especialmente, no período de 12 meses encerrados em novembro do ano passado em todas as modalidades.
Nos coletivos empresariais, por exemplo, a variação anual foi de 5,9% – passaram de três milhões de vínculos, em novembro de 2022, para 3,2 milhões no mesmo mês de 2023. Os individuais ou familiares cresceram 3,1% e totalizaram 2,7 milhões de beneficiários. Já os coletivos por adesão, que contam com 1,6 milhão de vínculos, registraram crescimento de 4,3% no mesmo período.
Essa indicação de alta constante em adesões a planos de saúde para idosos também está relacionada com o envelhecimento da população brasileira, conforme dados do Censo Demográfico do IBGE. Entre 2010 e 2022 a população idosa passou de 20,6 milhões para 32,1 milhões, uma alta de 56% desse público que representa 15,8% da população total no último ano.
Faça o download gratuito da Análise Especial da NAB 89 aqui.
Recentemente, lançamos o estudo “Fraudes e Desperdícios em Saúde Suplementar”, a pesquisa encomendada pelo IESS a EY, traz dados e análises inéditos sobre essas práticas no setor. Vale lembrar que o tema é uma grande preocupação na saúde suplementar, pois o problema resulta em aumento de custos, prejudica beneficiários e compromete a sustentabilidade do sistema como um todo e que as fraudes entram dentro do grupo “desperdício” nas contas da saúde.
Ao analisar o comportamento do desperdício, o estudo identifica a incidência sobre o total de valores pagos às principais linhas de atendimento e despesas do setor: 15% das receitas em Consultas; 15% em Exames; 12% em Terapias; e 12% em Internações. Além disso, as perdas estimadas com fraudes, abusos e desperdícios foram da ordem de 12,7% das receitas das operadoras de planos de saúde, em 2022. Esse índice representa em valores reais os montantes entre R$ 30 bilhões e R$ 34 bilhões.
O estudo “Fraudes e Desperdícios em Saúde Suplementar” foi realizado pela EY e apresentado durante o último Webinar IESS, no dia 23 de novembro. O evento incluiu também discussão entre especialistas sobre questões como impacto para os beneficiários e consequências para o setor. O evento teve a participação de Luiz celso Dias Lopes, presidente do Conselho Diretor do IESS, José Cechin, superintendente executivo do IESS e Nuno Vieira, sócio de Serviços Financeiros na EY.
Acesse o estudo na íntegra aqui.
Os laureados na mais importante premiação do País direcionada a trabalhos acadêmicos com foco na saúde suplementar foram conhecidos no dia 5 de dezembro. O segundo colocado na categoria Direito, Janio Gustavo Barbosa, da Fundação Osvaldo Cruz, apresentou a tese “Infraestrutura de informação na fronteira entre saúde e direito: ampliando o diagnóstico da judicialização no Brasil”.
O trabalho, que teve como orientadora Maria Cristina Guimarães, busca compreender a judicialização enquanto um fenômeno heterogêneo e complexo, que ultrapassa a saúde, e defende a importância de se empregar fontes de dados mais robustas, abertas à perspectiva interdisciplinar. Assim, a tese parte da proposta de judicialização 2.0 que defende um esforço de coletar, sistematizar e divulgar dados abertos, em nível nacional, online, somados ao esforço interdisciplinar para agregar outras dimensões do fenômeno da judicialização da saúde com vistas a ampliar e qualificar os litígios na área.
O 13° Prêmio IESS foi realizado no dia 5 de dezembro. Foram dezenas de trabalhos inscritos e os avaliadores das três categorias (Direito, Economia e Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde) escolheram os seis que se destacaram em primeiro e segundo lugar e, também, um que levou o reconhecimento de menção honrosa.
O evento foi transmitido ao vivo e a programação incluiu, além da cerimônia de premiação, o Painel de Debate: O uso da inteligência artificial no sistema de saúde. Assista na íntegra aqui.
O trabalho está disponível na íntegra aqui.
O estudo inédito “Fraudes e Desperdícios em Saúde Suplementar”, do IESS que foi produzido pela EY, analisou o comportamento das fraudes nos planos de saúde no Brasil. O trabalho identificou que, ao longo dos anos, ocorreram mudanças profundas sobre a forma como as fraudes são praticadas. É importante lembrar que as fraudes entram dentro do grupo “desperdício” nas contas da saúde.
No passado, havia uma incidência grande de fraudes cometidas a partir de atendimentos assistenciais. O que foi mais marcante, há cerca de oito anos, foi o episódio da chamada “Máfia das Próteses” – casos de sobrepreço de insumos e denúncias de cirurgias e uso de dispositivos médicos sem necessidade, ou sem a devida qualidade, expondo os pacientes a riscos graves. Hoje, a conduta fraudulenta está mais concentrada em atos administrativos, especialmente em pedidos de reembolsos sem o devido desembolso pelo beneficiário, fracionamentos de recibos, super utilização (por exemplo, pedidos de exames além dos necessários) e pedidos de reembolso sem o devido serviço prestado.
Na raiz do problema atual, nota-se um comportamento comum entre beneficiários dos planos: o fornecimento de login e senha e também o empréstimo da carteirinha do plano de saúde e documentos para outras pessoas, sobretudo parentes. Muitas vezes, o beneficiário não enxerga com clareza que ele está cometendo um ato fraudulento, que incorre no aumento das contas pagas pelas operadoras.
O tema também foi debatido durante o Webinar IESS | Fraudes e desperdícios: impactos e soluções para a saúde suplementar, transmitido ao vivo em nossos canais no dia 23 de novembro.
A cadeia produtiva da saúde encerrou o terceiro trimestre de 2023 (julho, agosto e setembro) com 4,844 milhões de empregos, uma alta de 0,8%. Esse é um dos destaques do mais recente Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS) nº 67, desenvolvido IESS.
O crescimento foi impulsionado pela geração de oportunidades no setor privado, que representa 81% dos empregos, e encerrou o período com 3,9 milhões de vagas preenchidas. O aumento foi de 1,1% nos três meses.
O estudo considera os setores público e privado e empregos diretos e indiretos e traz dados também do mercado de trabalho da economia, que teve nesses três meses alta de 1,3%.
Para acessar o relatório na íntegra, clique aqui.
Nós apresentamos os vencedores do 13° Prêmio IESS no dia 5 de dezembro. Nessa edição, foram dezenas de trabalhos inscritos, e os avaliadores das três categorias (Direito, Economia e Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde) elogiaram muito a qualidade e escolheram seis que se destacaram em primeiro e segundo lugar e, também, um que recebeu o reconhecimento de menção honrosa. Neste blog, vamos conhecer um pouco mais de profundidade a vencedora da segunda colocação da categoria que engloba os temas relacionados à saúde.
Francisca Manuela de Arruda foi a laureada com o trabalho “Construção e validação de um manual em gestão da qualidade para rede prestadora de operadora de saúde suplementar”, disponível para download aqui. A dissertação apresentada ao Curso de Mestrado Profissional em Gestão em Saúde do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Ceará, traz uma importante contribuição para o setor.
Francisca destaca no trabalho que há uma preocupação constante por parte de empresas para garantir serviço de qualidade, gerenciamento eficiente e atendimentos diferenciados. Diante deste cenário, ela desenvolveu o manual com a perspectiva de disseminar seu uso com objetivo de que ele faça parte da rotina e práticas dos gestores e demais profissionais para melhorias.
O 13° Prêmio IESS foi um evento híbrido e pode ser conferido em nossos canais.
Assista à cerimônia de premiação aqui.
O estudo “Fraudes e Desperdícios em Saúde Suplementar”, encomendado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), feito pela EY, traz dados e informações inéditas sobre o tema. Além de apresentar as perdas estimadas para o setor, que foram na ordem de 12,7%, em 2022, o estudo mapeou as práticas cometidas contra os planos de saúde.
Um dos destaques do trabalho realizado pelos pesquisadores, foi a identificação de uma nova tendência: o uso ou criação de CNPJs de fachada, para gerar empregados igualmente fictícios, para estabelecer um contrato de plano de saúde junto à uma operadora em situação regular. O passo seguinte é criar atendimentos fictícios, para solicitar e obter reembolsos. Nos casos mais recentes, não há envolvimento de beneficiários efetivos nem de prestadores de serviços na área de saúde. Nessa ação, os fraudadores criam recibos e notas fiscais falsos, a partir de dados reais de prestadores de serviços, e usam contas correntes abertas em bancos digitais para receber o reembolso.
O estudo foi amplamente divulgado na mídia e teve destaque em diversos veículos de imprensa, como Folha de S.Paulo, Estadão e O Globo. Além disso, foi tema de debate durante um Webinar IESS | Fraudes e desperdícios: impactos e soluções para a saúde suplementar, transmitido ao vivo em nossos canais no dia 23 de novembro. O evento teve a participação de Luiz celso Dias Lopes, presidente do Conselho Diretor do IESS, José Cechin, superintendente executivo do IESS e Nuno Vieira, sócio de Serviços Financeiros na EY.
O debate incluiu, além da apresentação do estudo, questões como modalidades de fraudes e desperdícios, impacto para os beneficiários e consequências para o setor. Assista na íntegra aqui.
As despesas realizadas pelos beneficiários de planos de saúde tendem a aumentar com a proximidade da morte? Esta é uma das questões que o trabalho vencedor do segundo lugar da categoria economia busca responder. A autora é Lidia do Carmo Sequeira da Mota e o estudo foi sua dissertação de mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto.
O trabalho intitulado “O envelhecimento e as despesas na saúde suplementar brasileira: uma análise do período de 2017 a 2021” analisou os gastos realizados pelos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares de diversas idades, a fim de verificar a pergunta acima. Ela estudou se há diferenças na utilização de planos com e sem fator moderador da coparticipação. A conclusão foi que as despesas são significativamente maiores no último ano de vida e que a coparticipação aparenta ter mais efeitos sobre demandas por consulta médica.
O 13° Prêmio IESS foi realizado no dia 5 de dezembro. Este ano foram dezenas de trabalhos inscritos e os avaliadores das três categorias (Direito, Economia e Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde) escolheram os seis que se destacaram em primeiro e segundo lugar e, também, um que levou o reconhecimento de menção honrosa.
O evento foi transmitido ao vivo e a programação incluiu, além da cerimônia de premiação, o Painel de Debate: O uso da inteligência artificial no sistema de saúde. Assista na íntegra aqui.
Em outubro deste ano, as aquisições de planos de saúde exclusivamente odontológicos atingiram patamar histórico de 32,2 milhões de beneficiários. Em 12 meses, houve crescimento de 8,1% nas contratações. As informações são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB 88) do IESS.
Houve registro de alta em todas as modalidades de planos, especialmente nos coletivos empresariais (8,4%) – eram 21,6 milhões em outubro de 2022 e passaram para 23,4 milhões no mesmo mês deste ano. Os coletivos por adesão, que totalizam 3,3 milhões de contratos, cresceram 12,4%. Já os individuais ou familiares (4,9%) somam 5,5 milhões de vínculos.
Do total de vínculos no País, mais da metade 18,3 milhões (57%) se concentra na região Sudeste. Em São Paulo são 11,1 milhões, seguido por Rio de Janeiro (3,6 milhões), Minas Gerais (2,8 milhões) e Espírito Santo (721 mil).
Clique aqui para fazer o download gratuito da NAB 88.
