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Maio 2026
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São Paulo, 20 de maio de 2026 – Terapias gênicas que chegam a R$ 18 milhões por paciente, milhares de mortes evitáveis por ano no Brasil, judicialização crescente e um sistema ainda marcado pela fragmentação de dados. Esse foi o cenário que pautou os debates do painel promovido ontem (20/05) pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar durante a Hospitalar 2026, em São Paulo.

 

O IESS reuniu representantes do setor, pesquisadores e especialistas para analisar alguns dos temas mais sensíveis da saúde suplementar atualmente: como conciliar inovação, previsibilidade, acesso e sustentabilidade em um ambiente de pressão crescente sobre custos, judicialização e incorporação tecnológica. Acompanharam presencialmente diretores e técnicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Na abertura do evento, Luiz Celso Dias Lopes, presidente do Conselho Diretor do IESS, destacou que o desafio atual não está em resistir à inovação, mas em criar condições para que ela seja incorporada de forma sustentável.

 

“Inovação é inevitável, cada vez mais veloz. Mas também amplia custos. A questão é como agregar valor, e não apenas custos, e fazer com que essa inovação seja sustentável”, afirmou. Segundo ele, trata-se de um desafio mundial, que afeta tanto sistemas públicos quanto privados.

 

Lopes também chamou atenção para a importância da previsibilidade regulatória e jurídica para o funcionamento do setor. “Não sabemos qual será o resultado do jogo, mas precisamos saber quais são as regras e qual é o papel de cada jogador. E que a regra não seja alterada durante o jogo”, afirmou.

 

O primeiro painel do evento, “Inovação e os Desafios da Previsibilidade”, foi mediado por José Cechin, membro do Conselho Diretor do IESS, e reuniu Rogério Scarabel, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e sócio da M3BS Advogados; Daniel Wang, professor da FGV-SP; e Cassio Ide Alves, diretor médico da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), para analisar os impactos da judicialização e da incorporação tecnológica sobre a saúde suplementar e os riscos impostos ao sistema.

 

Durante o debate, Cechin destacou o crescimento das ações judiciais envolvendo saúde suplementar e defendeu a necessidade de separar demandas relacionadas a direitos líquidos e certos de situações que extrapolam contratos e cálculos atuariais previamente estabelecidos. Também ressaltou a importância da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) considerar não apenas segurança e eficácia, mas custos, impacto financeiro e sustentabilidade do sistema.

 

Ao abordar a decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI 7265, Daniel Wang ressaltou que o julgamento estabeleceu critérios importantes relacionados à exigência de evidência científica para tratamentos fora do rol da ANS, mas alertou para as dificuldades de aplicação prática desses parâmetros nos casos concretos.

 

Rogério Scarabel chamou atenção para a crescente complexidade regulatória e judicial do setor. “O espaço regulatório ficou muito mais complexo. Hoje há influência do Judiciário, dos órgãos de defesa do consumidor, das redes sociais e dos próprios beneficiários sobre o funcionamento do sistema”, afirmou.

 

Scarabel também destacou a pressão provocada por terapias inovadoras de altíssimo custo e pela crescente imprevisibilidade relacionada a despesas não precificadas previamente pelas operadoras. “Apesar de o setor movimentar quase R$ 400 bilhões em receitas, as margens operacionais estão cada vez mais pressionadas”, afirmou.

 

Já Cassio Ide Alves afirmou que o sistema de saúde enfrenta simultaneamente uma profunda transformação demográfica, epidemiológica e tecnológica. Segundo ele, ferramentas como ATS e medicina baseada em evidências tornam-se essenciais para selecionar quais tecnologias efetivamente geram valor em saúde. O executivo também alertou para o risco de deslocamento excessivo de recursos para terapias de elevado custo em detrimento de ações de prevenção, promoção da saúde e cuidado populacional.

 

Dados que viram valor

 

No segundo painel, “Do dado ao valor em Planos de Saúde”, o foco migrou da judicialização para o potencial estratégico dos dados e da inteligência artificial na saúde suplementar. Mediado por Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS, o debate reuniu Anderson Farias, CEO da TopSaúde Hub; Alberto José N. Ogata, professor e pesquisador da FGV; e Bruno Sobral de Carvalho, diretor-executivo da Fenasaúde.

 

Na abertura do painel, Denizar Vianna relembrou experiências recentes de integração de dados no Brasil, como o ConnectSUS e o PIX, no sistema financeiro, e questionou por que a saúde ainda enfrenta tantas dificuldades para avançar em interoperabilidade e coordenação do cuidado. O superintendente do IESS destacou que o Brasil registra mais de 800 mil mortes anuais por causas evitáveis, com base em dados do Ministério da Saúde. “O Brasil enfrenta uma pandemia silenciosa de mortes evitáveis todos os anos”, afirmou.

 

Anderson Farias afirmou que o setor de saúde suplementar ainda opera com sistemas pouco integrados e grande volume de informações não estruturadas. Segundo ele, a inteligência artificial amplia significativamente a capacidade de análise preditiva e pode permitir intervenções mais precoces, maior eficiência assistencial e redução de desperdícios.

 

Utilizando estudos do próprio IESS, Alberto Ogata enfatizou que há muito conhecimento produzido e grande oportunidade para que o sistema se aproprie dessas informações, sobretudo pensando em previsibilidade e coordenação de cuidados. Citou o crescimento dos diagnósticos de câncer colorretal na saúde suplementar, o aumento das cirurgias bariátricas e os milhões de brasileiros que vivem com sequelas após AVC. “A gente discute quanto custa a cirurgia bariátrica, mas talvez a principal pergunta seja: por que não estamos conseguindo evitar a obesidade?”, afirmou. Segundo ele, o desafio não é apenas discutir cobertura assistencial, mas utilizar dados para antecipar riscos, fortalecer prevenção e melhorar desfechos em saúde.

 

Bruno Sobral também destacou que o Brasil possui uma enorme reserva de dados em saúde, mas ainda carece de cultura de avaliação de desfechos, padronização de indicadores e integração entre os agentes do sistema. Para ele, o uso estruturado de dados pode apoiar decisões regulatórias, avaliação de tecnologias em saúde em mundo real e planejamento de longo prazo para o setor.

 

Durante o evento, o IESS recebeu homenagem da organização da Hospitalar 2026 pelos seus 20 anos de atuação dedicados à produção de estudos técnicos e à qualificação do debate sobre saúde suplementar no Brasil.

O relatório do índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) é a principal referência de custos da saúde suplementar do Brasil. Nessa edição, de abril de 2026, são apresentados os resultados do custo médio por exposto no período até setembro de 2025 em relação às despesas médias dos doze meses imediatamente anteriores (setembro de 2024). Trazemos o comportamento do VCMH em comparação ao IPCA, no mesmo período, além dos valores por grupos de despesa: Consultas, Exames, Terapias, Internação e Outros Serviços Ambulatoriais (OSA). Para financiar essa produção, vendemos esse relatório por uma quantia simbólica, de apenas R$ 100. Clique aqui e adquira.

Março 2026
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São Paulo, março de 2026 — O uso de terapias imunobiológicas nos planos de saúde cresceu mais de 30 vezes na última década. Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com base em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mostra que o número de procedimentos em ambiente ambulatorial passou de pouco mais de 11 mil registros, em 2015, para mais de 374 mil em 2024. No mesmo período, os procedimentos realizados em ambiente hospitalar também aumentaram, passando de 247 para mais de 5 mil registros anuais.

 

A íntegra do estudo está disponível para download pelo link: https://www.iess.org.br/sites/default/files/2026-03/TD%20119-%20Terapias%20Imunobiolo%CC%81gicas.pdf.

 

“O crescimento dessas terapias mostra como a saúde suplementar tem incorporado tecnologias mais avançadas e ampliado as opções de tratamento para os pacientes”, afirma o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna.

 

As terapias imunobiológicas são medicamentos de alta complexidade produzidos a partir de organismos vivos, desenvolvidos para atuar de forma direcionada em mecanismos específicos do sistema imunológico. Diferentemente dos tratamentos convencionais, esses medicamentos conseguem bloquear ou modular processos inflamatórios e imunológicos com maior precisão.

 

Na prática clínica, são amplamente utilizadas no tratamento de doenças como artrite reumatoide, psoríase, doença de Crohn e outras doenças inflamatórias intestinais, além de diversas aplicações em oncologia, especialmente em terapias que estimulam o próprio sistema imunológico a combater tumores.

 

Segundo o estudo, a expansão acompanha a incorporação progressiva dessas tecnologias no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS e reflete o avanço da medicina de precisão, com ampliação do acesso a tratamentos mais modernos para pacientes com doenças crônicas e complexas.

 

Os dados também indicam mudanças na dinâmica de custos. No ambiente ambulatorial, o valor médio real dos procedimentos caiu cerca de 62% ao longo da série histórica, enquanto no ambiente hospitalar houve relativa estabilidade.

O estudo ressalta, no entanto, que os valores analisados consideram apenas o ato de aplicação das terapias, não incluindo o custo dos medicamentos imunobiológicos, que concentram a maior parte do impacto financeiro para as operadoras.

 

Outro ponto destacado é a diferença entre a utilização observada e o potencial de demanda. Usando como exemplo estimativas para artrite reumatoide, o IESS calcula que cerca de 56 mil beneficiários poderiam ser elegíveis ao uso dessas terapias, o que representaria um impacto econômico potencial de aproximadamente R$ 2,68 bilhões ao ano.

 

Na prática, porém, o volume de procedimentos registrados é significativamente inferior, o que pode indicar subdiagnóstico, barreiras de acesso ou critérios clínicos mais restritivos.

 

“Há uma diferença importante entre o potencial de utilização e o que aparece nos dados assistenciais. Isso sugere que ainda há espaço para ampliar o acesso, mas há também necessidade de gestão dos custos dessas tecnologias”, diz Vianna.

 

O estudo também mostra que a maior parte dos procedimentos ocorre entre mulheres, refletindo o perfil das doenças tratadas com imunobiológicos, como condições autoimunes e inflamatórias crônicas.

 

O crescimento dessas terapias ocorre em um contexto de inovação tecnológica contínua e aumento da prevalência de doenças crônicas, fatores que podem impactar sobre os custos do sistema de saúde suplementar. “O desafio é conciliar a ampliação do acesso a terapias inovadoras com a sustentabilidade financeira da saúde suplementar”, afirma Vianna.

 

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, março de 2026 – O mercado de planos de saúde no Brasil passou por uma transformação nos últimos 25 anos. Entre 2000 e 2025, o número de beneficiários de planos médico-hospitalares saltou de 30,9 milhões para 52,6 milhões – crescimento de aproximadamente 70%. Mas mais do que o volume, o que mudou foi a composição desse setor: medicina de grupo, cooperativas médicas e seguradoras registraram crescimento, enquanto a autogestão diminuiu participação de mercado. A constatação está na Análise Especial da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com dados de janeiro de 2026. Acesse a íntegra do relatório em www.iess.org.br.

 

O número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares no Brasil alcançou 53 milhões em janeiro de 2026, crescimento de 2% em relação a janeiro de 2025, o que representa 1 milhão de vínculos adicionais no período de 12 meses.

 

Na análise de 25 anos do setor, medicina de grupo apresentou a maior expansão, passando de 11,8 milhões de beneficiários em 2000 para 21,1 milhões em 2025, consolidando-se como a principal modalidade do mercado: sua fatia de mercado subiu de 38,1% para 40%.

 

As cooperativas médicas também registraram crescimento, passando de 7,8 milhões para 18,8 milhões de beneficiários no mesmo intervalo. Já as seguradoras especializadas em saúde ampliaram o número de beneficiários de 4,9 milhões para 7,1 milhões entre 2000 e 2025. Entre 2019 e 2025, esse segmento cresceu 18,3%, alcançando 7,1 milhões de vínculos. Em janeiro de 2026, a variação anual foi de 8,6%, a maior entre todas as modalidades.

 

Por outro lado, a autogestão reduziu participação no mercado, caindo de 17,2% para 8,6% ao longo das últimas duas décadas. Em janeiro de 2026, a queda anual foi de -1,5%, com diminuição de 69,8 mil beneficiários. A filantropia também perdeu participação relativa, passando de 3,7% para 2,1% do mercado entre 2000 e 2025, embora registrasse leve alta de 0,8% no último ano.

 

Segundo o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, as mudanças na composição do mercado refletem transformações institucionais e empresariais ocorridas ao longo do tempo. “O mercado de planos de saúde no Brasil passou por uma evolução gradual em mais de duas décadas. O crescimento do número de beneficiários foi acompanhado por mudanças na participação das diferentes modalidades de operadoras, refletindo transformações na organização e na dinâmica do setor”, afirma.

 

A análise da estrutura das operadoras confirma essa transformação de mercado. De um lado, as cooperativas médicas (261 operadoras) e a medicina de grupo (227 operadoras) operam de forma pulverizada, com médias de 71,9 mil e 94,2 mil beneficiários por empresa, respectivamente. As seguradoras especializadas, um grupo de sete empresas no mercado, concentram porte médio muito superior: média de 1,05 milhão de beneficiários por operadora. A autogestão conta com 141 operadoras (média de 32 mil beneficiários cada) e a filantropia, com 33 operadoras (33,1 mil em média). No total, o setor reunia 669 operadoras médico-hospitalares com beneficiários ativos ao encerramento de 2025.

 

Em janeiro de 2026, além dos 53 milhões de beneficiários dos planos médico-hospitalares, com taxa de cobertura nacional de 24,7% da população, o segmento de planos exclusivamente odontológicos também apresentou crescimento. O total de beneficiários chegou a 35,5 milhões, alta de 3,3% em 12 meses (1,13 milhão de vínculos a mais), com uma taxa de cobertura nacional de 16,6%.

 

A expansão da saúde suplementar continua associada ao mercado de trabalho formal. Em janeiro de 2026, 73% dos beneficiários de planos médico-hospitalares estavam vinculados a planos coletivos empresariais, modalidade que tradicionalmente acompanha a evolução do emprego formal no País.

 

Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o estoque de empregos formais no Brasil passou de 47,3 milhões para 48,6 milhões, crescimento de 1,2 milhão de vínculos (alta de 2,6%). No mesmo período, o número de beneficiários vinculados a planos coletivos empresariais médico-hospitalares subiu de 37,4 milhões para 38,7 milhões, alta de 3,3%.

 

Para Denizar Vianna, a relação entre mercado de trabalho e saúde suplementar continua sendo um dos fatores estruturais mais importantes para compreender a evolução do setor.

 

“O crescimento dos planos coletivos empresariais acompanha de perto a evolução do emprego formal no Brasil. Isso mostra como a saúde suplementar está integrada à dinâmica do mercado de trabalho e ao papel dos benefícios corporativos”, afirma.

 

 

Sobre o IESS

 

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — O número de empresas que contratam planos coletivos empresariais médico-hospitalares no Brasil cresceu em ritmo superior ao de beneficiários entre 2020 e 2024, segundo o estudo “Evolução dos contratantes e beneficiários de planos coletivos empresariais de assistência médico-hospitalar no Brasil”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O levantamento descreve a evolução recente da principal modalidade de contratação da saúde suplementar brasileira. A íntegra está disponível em www.iess.org.br.

 

Em 2024, os planos coletivos empresariais – oferecidos pelas empresas a seus colaboradores – representavam cerca de 71% dos vínculos do setor e reuniam aproximadamente 37 milhões de beneficiários. No período analisado, o número de empresas contratantes passou de 1,6 milhão para 2,3 milhões (alta de 48,1%), enquanto o total de beneficiários avançou de 32 milhões para 37,4 milhões (17,1%). Como resultado, a média de beneficiários por contrato caiu de cerca de 20 para 16.

 

“Os dados indicam que mais empresas passaram a contratar planos de saúde, enquanto a maior parte dos beneficiários continuou vinculada a contratos de maior porte”, afirma Denizar Vianna, superintendente executivo do IESS.

 

A expansão do número de contratos ocorreu principalmente entre empresas com até quatro titulares, que passaram de cerca de 1,3 milhão para pouco mais de 2 milhões, entre 2020 e 2024. Isso representa crescimento de 55,1% e elevou a participação desse segmento de 83,7% para 87,6% do total de contratos vigentes no período analisado.

 

Apesar disso, a maior parte dos beneficiários continuou vinculada a grandes contratantes, responsáveis pela cobertura de aproximadamente 40% dos beneficiários dos planos coletivos empresariais.

 

Padrão semelhante foi observado nas análises por setor econômico e abrangência geográfica. O crescimento do número de contratos se intensificou em segmentos mais pulverizados — como educação, saúde e serviços sociais (de 137 mil para 237 mil contratantes, alta de 72,4%) e atividades administrativas (de 145 mil para 237 mil, com expansão de 63,6%). Em contratos com cobertura territorial definida, como grupo de municípios, o crescimento foi de 58,9%: de 757 mil para 1,2 milhão de contratos; em área exclusivamente municipal, o volume cresceu de 90 mil para 147 mil contratos, alta de 63%. Já a distribuição dos beneficiários permaneceu relativamente estável, com contratos nacionais reunindo cerca de 45% das vidas.

 

Coparticipação

 

O estudo também identificou aumento no uso da coparticipação. O número de contratos com esse mecanismo dobrou no período, passando de cerca de 551 mil para 1,1 milhão, elevando sua participação de 33,8% para 46% da base contratual. Entre os beneficiários cobertos, a participação do mecanismo subiu de 56,5% para 61,7%, enquanto os planos sem fator moderador permaneceram estáveis, em torno de 11,7 milhões de vínculos tanto em 2020 quanto em 2024.

 

“Os dados indicam transformações do perfil dos contratos ao longo do período, com ganhos importantes de mecanismos de compartilhamento de custos e disciplina de uso, além de ampliação da capilaridade contratual”, diz Vianna.

 

Portanto, os resultados indicam que houve difusão contratual sem transformação estrutural da cobertura dos planos coletivos empresariais.

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A cadeia produtiva da saúde registrou crescimento do emprego formal no último trimestre de 2025, em contraste à retração observada no conjunto da economia brasileira. Entre setembro e dezembro, o setor teve resultado líquido positivo de 7,53 mil postos de trabalho, chegando a 5,28 milhões de vínculos. No mesmo período, o emprego formal total recuou 0,9% e, excluído o setor saúde, a queda chegou a 1%.

 

Os dados constam da edição 79 do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde (RECS 79), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), elaborado com base em informações do Novo Caged, do Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia e de Portais de Transparência estaduais e municipais. A íntegra do relatório está disponível para download pelo link: https://www.iess.org.br/sites/default/files/2026-02/RECS79.pdf.

 

Ao final de dezembro de 2025, a cadeia da saúde representava 10,9% do emprego nacional. O Sudeste concentrava 2,63 milhões de postos, seguido por Nordeste (1,04 milhão), Sul (768 mil), Centro-Oeste (548 mil) e Norte (292 mil).

 

Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, o comportamento do setor evidencia características próprias no mercado de trabalho brasileiro. “A saúde mantém trajetória de crescimento mesmo em períodos de redução do emprego formal agregado, o que evidencia a natureza estrutural da demanda por cuidado”, afirma.

 

O resultado foi sustentado principalmente pelo segmento privado, que cresceu 0,3% no trimestre e compensou a retração de 0,5% no setor público, permitindo saldo positivo no agregado da cadeia. Regionalmente, em termos percentuais, o Centro-Oeste apresentou a maior expansão (+2,8%), seguido do Sul (+0,5%) e do Nordeste (+0,4%), enquanto Norte (-0,8%) e Sudeste (-0,1%) tiveram variações negativas.

 

Segundo Vianna, “o crescimento do emprego na saúde está associado à ampliação da oferta assistencial, especialmente no setor privado, que vem absorvendo parte relevante da demanda por atendimento”.

 

No acumulado de 12 meses, a cadeia privada da saúde gerou 162 mil empregos formais, concentrados principalmente nos prestadores de serviços (125 mil), seguidos por fornecedores (31 mil) e operadoras (5,7 mil). O padrão indica expansão vinculada à assistência direta ao paciente. “A maior geração de vagas ocorre nos serviços de saúde porque a assistência depende de profissionais. A organização e o financiamento podem ganhar escala com tecnologia, mas o cuidado permanece essencialmente humano”, explica o superintendente.

Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, o número de empregos na cadeia da saúde por 100 mil habitantes cresceu 2,7% no País, alcançando 2,6 mil vínculos, com maior avanço no Centro-Oeste (+4%), seguido por Sul (3,8%) e Nordeste (3,1%).

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A participação de beneficiários com 50 anos ou mais nos planos médico-hospitalares aumentou de 20% para 26,3% entre 2000 e 2025, alcançando 13,9 milhões de pessoas em dezembro de 2025. No período recente, entre 2015 e 2025, esse grupo cresceu 20,6%, enquanto o total de beneficiários avançou 5,6%. O processo foi ainda mais intenso nas idades mais elevadas, especialmente acima dos 70 anos. Os dados constam da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB) nº 114, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com data-base de dezembro de 2025, disponível no site do IESS (clique aqui e faça o download).

 

A Análise Especial da NAB indica que o crescimento recente concentra-se nas faixas etárias mais avançadas: beneficiários de 60 a 69 anos aumentaram 24,4% entre 2015 e 2025, enquanto as faixas de 70 a 79 anos e de 80 anos ou mais cresceram 44% e 39,2%, respectivamente. O resultado evidencia mudança gradual na composição etária do total de beneficiários, com aumento relativo de participação daqueles que demandam acompanhamento contínuo e maior utilização assistencial.

 

É possível observar a participação de cada faixa etária no total de beneficiários ao longo do tempo. Em 2000, pessoas com 70 anos ou mais representavam 4,7% de participação, percentual que chegou a 7,6% em 2025. Já o grupo entre 50 e 59 anos manteve participação relativamente estável, ao redor de 11%, indicando que o envelhecimento recente ocorre principalmente pelo avanço das idades mais elevadas dentro do sistema.

 

Para o superintendente executivo do IESS, Denizar Vianna, tal movimento requer da saúde suplementar a promoção de ajustes nas suas estruturas e modelos assistenciais.

 

“No período analisado, o crescimento da participação dos beneficiários mais velhos ocorre pelo ingresso de mais pessoas e também pela migração etária dentro do sistema – não necessariamente em uma mesma carteira. Isso gera novas demandas no padrão de utilização e amplia a necessidade de cuidado contínuo, acompanhamento clínico e gestão de condições crônicas. Não se trata apenas de aumento populacional, mas de mudança na composição do risco assistencial”, avalia.

 

Na prática, é esperado um protagonismo cada vez maior da saúde suplementar em assessorar o beneficiário na gestão da própria saúde do que ser um meio de acesso à rede assistencial.

Mercado em expansão


No fechamento de 2025, os planos médico-hospitalares somavam 53,2 milhões de beneficiários, alta de 2,2% em 12 meses, enquanto os planos exclusivamente odontológicos totalizavam 35,6 milhões de vínculos, crescimento de 3,3%. A cobertura nacional dos planos médico-hospitalares ficou em 24,8% da população, no ano passado.

 

A estrutura do mercado permanece concentrada nos contratos coletivos: 83,9% dos vínculos pertencem a essa modalidade e, dentro dela, 72,9% do total estão em planos coletivos empresariais. No mesmo período, o estoque de empregos formais cresceu 2,7%, enquanto os beneficiários dessa modalidade avançaram 3,7%, indicando forte associação entre emprego e cobertura privada.

 

“A saúde suplementar brasileira continua fortemente ligada ao mercado de trabalho. O emprego formal segue como principal determinante de acesso, enquanto o envelhecimento pesa como determinante de custo”, afirma Vianna.

 

Enquanto o crescimento permanece concentrado nos coletivos empresariais, o relatório mostra retração dos planos individuais e familiares. Considerando o processo de envelhecimento, a saúde suplementar precisa construir meios de atrair os mais jovens e saudáveis a ingressarem no sistema, de modo a preservar o equilíbrio do mutualismo do sistema. “O que se busca é garantir sustentabilidade econômico, financeira e assistencial. O envelhecimento exige modelos assistenciais mais coordenados e foco em prevenção e acompanhamento longitudinal. Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho também passa por uma grande transformação, passando por temas como o desinteresse pelo registro pela CLT, o avanço do empreendedorismo e quais são as formas para atrair o público mais jovem ao sistema”, pontua Vianna. “São situações complexas e que possivelmente demandarão mudanças estruturais.”

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

Março 2026
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São Paulo, fevereiro de 2026 — A obesidade se consolidou como um dos principais vetores de demanda assistencial crônica na saúde suplementar brasileira. Entre 2015 e 2024, a taxa total de eventos assistenciais relacionados à obesidade mais do que dobrou, passando de 40,7 para 84,5 eventos por 100 mil beneficiários, o que representa um crescimento acumulado de 108%. Os dados constam do novo estudo “Evolução dos registros de obesidade e da utilização de consultas nutricionais na saúde suplementar no Brasil”, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

 

A íntegra do estudo está disponível em www.iess.org.br.

 

A análise mostra que o crescimento dos eventos assistenciais associados à obesidade ocorre de forma contínua ao longo da série histórica, com aceleração a partir de 2020, indicando que a condição deixou de ser um fenômeno periférico e pontual e passou a integrar de forma estrutural o perfil epidemiológico dos beneficiários de planos de saúde.

 

Na segmentação por sexo, entre as mulheres, a taxa de eventos relacionados à obesidade passou de aproximadamente 55 para 128 eventos por 100 mil beneficiárias entre 2015 e 2024, equivalendo a alta de 132%. Entre os homens, a taxa evoluiu de 24 para 36 eventos por 100 mil beneficiários, ou 47% de crescimento. Ao longo de toda a série, as taxas permanecem consistentemente mais elevadas entre mulheres.

 

A análise por faixa etária indica que, no agregado, a maior carga assistencial associada à obesidade recai sobre os adultos de 20 a 59 anos, grupo que também apresenta o crescimento mais expressivo das taxas ao longo do período. Crianças e adolescentes (0 a 19 anos) e idosos (60 anos ou mais) também registram aumento dos eventos, porém em patamares assistenciais inferiores. O estudo ressalta que essas diferenças refletem não apenas a distribuição da obesidade, mas também padrões de acesso aos serviços, diagnóstico, registro e organização da rede assistencial.

 

Fica também evidente o aumento da intensidade assistencial quando observados os eventos por prestador de serviço de saúde. A taxa por prestador cresceu de 9,2 para 14,7 eventos entre 2015 e 2024, um aumento acumulado de 60%. Novamente, esse crescimento é mais pronunciado entre mulheres e adultos em idade produtiva, enquanto crianças, adolescentes e idosos mantêm taxas por prestador mais baixas ao longo da série.

 

Paralelamente, foi registrada uma expansão expressiva da utilização de consultas ambulatoriais com nutricionistas. No agregado, as taxas de consultas por 100 mil beneficiários crescem de forma muito mais acelerada do que os eventos relacionados à obesidade, com trajetória ascendente desde 2016, recuperação rápida após a queda observada em 2020 e aceleração no período pós-pandemia. O trabalho destaca que a autorização regulatória para número ilimitado de consultas com nutricionistas na saúde suplementar, a partir de 2022, pode ter contribuído de forma relevante para esse movimento.

 

Na segmentação por sexo e faixa etária, as taxas de consultas nutricionais permanecem mais elevadas entre mulheres e adultos de 20 a 59 anos, embora todos os grupos etários apresentem crescimento expressivo ao longo da série. Nesse contexto, por um lado, foi constatado maior acesso e valorização do cuidado nutricional; por outro, tal comportamento reflete respostas fragmentadas e reativas ao avanço da obesidade, sem integração adequada de cuidado, com estratégias estruturadas de manejo no longo prazo.

 

Outro ponto de destaque está na incorporação dos agonistas do receptor de GLP-1 como uma virada farmacológica no manejo da obesidade. No agregado, os medicamentos demonstram eficácia relevante durante o uso, com reduções médias superiores a 10%–15% do peso corporal. Entretanto, há evidências robustas de retorno do peso corporal perdido durante o tratamento após a interrupção da terapia, frequentemente em ritmo acelerado, levando à volta do peso anterior em até dois anos.

 

Do ponto de vista dos sistemas de saúde suplementar, o uso prolongado de terapias farmacológicas de alto custo redefine padrões de gasto e amplia a pressão sobre a sinistralidade. A combinação entre maior prevalência de obesidade, aumento da utilização de serviços e incorporação de tecnologias de alto custo exige avaliações criteriosas de custo-efetividade, especialmente no longo prazo, além de estudos com seguimento mais prolongado para subsidiar decisões assistenciais e regulatórias.

 

O estudo conclui que intervenções isoladas — sejam nutricionais ou farmacológicas — apresentam eficácia limitada para a manutenção da perda de peso no longo prazo. Diante desse cenário, o IESS reforça a necessidade de modelos assistenciais integrados, multiprofissionais, contínuos e orientados por dados, capazes de articular prevenção, cuidado clínico, uso racional de medicamentos e monitoramento longitudinal de desfechos clínicos e assistenciais, como condição para enfrentar de forma sustentável a crescente demanda associada à obesidade na saúde suplementar.

 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.

 

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LetraCerta Inteligência em Comunicação

Jander Ramon

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Fevereiro 2026
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São Paulo, 11 de fevereiro de 2026 — O médico Denizar Vianna, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e uma das referências de conhecimento na área de Saúde – com passagens pelo Ministério da Saúde, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Organização Pan-Americana da Saúde, entre outros –, assume a Superintendência Executiva do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). José Cechin, ex-ministro da Previdência, um dos fundadores e referência histórica na construção da identidade técnica e institucional do IESS, deixa a Superintendência e passa a integrar o Conselho Diretor do Instituto, ampliando sua atuação estratégica e contribuindo para o direcionamento de longo prazo da organização. A Presidência do Conselho Diretor permanece sob o comando do advogado Luiz Celso Dias Lopes.

 

Ao completar, este ano, 20 anos de existência, o IESS se consolida como a principal organização voltada à realização e promoção de estudos de aspectos conceituais e técnicos que sirvam de embasamento para implementação de políticas e introdução de melhores práticas voltadas para a saúde suplementar no Brasil.

 

“A mudança reflete uma transição natural de governança, pensada para preservar a identidade do IESS e, ao mesmo tempo, preparar o Instituto para seus próximos ciclos de crescimento e impacto público”, afirma Luiz Celso Dias Lopes. “A presença de José Cechin no Conselho Diretor reforça nosso compromisso com a continuidade, a memória institucional e a solidez técnica e ética que sempre caracterizaram o IESS.”

 

O novo superintendente executivo, Denizar Vianna, é médico, doutor em Saúde Coletiva e professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com trajetória reconhecida nas áreas de economia da saúde, avaliação de tecnologias em saúde e epidemiologia clínica. Atuou como secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e coordenador de centro de excelência da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), além de pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

 

“Assumo a Superintendência Executiva com profundo respeito à história do IESS e ao legado construído por José Cechin”, afirma Denizar Vianna. “Nosso compromisso é dar continuidade à excelência técnica do Instituto, ampliar sua capacidade analítica e fortalecer ainda mais sua contribuição para o debate qualificado sobre a saúde suplementar e o sistema de saúde brasileiro.”

 

José Cechin liderou o Instituto desde sua fundação e teve papel central na consolidação do IESS como uma das principais referências nacionais em estudos sobre saúde suplementar, financiamento da saúde, judicialização, demografia do setor e sustentabilidade do sistema. Sob sua gestão, o Instituto ampliou sua produção técnica, aprofundou o diálogo com formuladores de políticas públicas e fortaleceu sua presença no debate regulatório e institucional.

 

“Ao longo desses anos, construímos um patrimônio técnico e institucional que pertence ao setor e à sociedade”, afirma José Cechin. “Passar a integrar o Conselho Diretor é uma forma de seguir contribuindo ativamente para o futuro do IESS, agora com foco ainda maior em orientação estratégica, preservação de valores e apoio à nova etapa da Superintendência Executiva.”

 

Os ajustes permitem ao IESS reforçar sua governança colegiada, ampliar sua capacidade de articulação institucional e preservar sua identidade técnica, mantendo como pilares a independência analítica, o rigor metodológico e o compromisso com a melhoria da saúde suplementar e, por consequência, de todo o sistema de saúde do Brasil.

 

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à produção de estudos técnicos e conceituais sobre a saúde suplementar no Brasil. O Instituto contribui para a formulação de políticas públicas e a disseminação de boas práticas, com foco na sustentabilidade do sistema, no aprimoramento do financiamento da saúde e na qualificação do debate setorial. Reconhecido pela excelência técnica e independência, o IESS é referência nacional na produção de dados, análises e propostas voltadas ao desenvolvimento da saúde suplementar.