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Outubro Rosa: previna-se contra o câncer de mama

Outubro 2021
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Devido a grande importância do tema para a saúde da população brasileira, o IESS apoia, anualmente, a campanha “Outubro Rosa”, que visa conscientizar sobre a prevenção e tratamento do câncer de mama. Ainda neste mês, o IESS lança o Mapa da Saúde da Mulher, que traça um panorama da assistência prestada a essa parcela da população nos últimos anos. O relatório apresenta dados sobre procedimentos, como a mamografia – exame fundamental para identificar o câncer de mama em estágios iniciais.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam que 66.280 novos casos da doença devem surgir este ano. O câncer de mama ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil, com taxa de 14,23 óbitos a cada 100 mil habitantes. Ainda de acordo com o INCA, as maiores incidências de fatalidade da doença estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste do país.

Cabe destacar que a doença não tem somente uma causa, contudo a idade é um dos fatores que mais elevam o risco do surgimento do problema. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem em pacientes com mais de 50 anos. Razões genéticas e hormonais podem contribuir para a incidência da doença, mas também é preciso ficar atento aos fatores ambientais e comportamentais, como o consumo de bebida alcóolica em excesso, tabagismo, falta de atividade física e obesidade.

Segundo o INCA, cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos mais saudáveis. Além disso, no dia a dia, é importante realizar o autoexame nas mamas e perceber alterações como pequenos nódulos na região, alterações na pele da mama ou saída de líquido anormal pelo mamilo. Esses sinais devem sempre ser investigados por um médico especialista.

Confira a edição mais recente da Análise da assistência à saúde da mulher na Saúde Suplementar Brasileira entre 2014 e 2019 – clique aqui.

Qual a idade ideal para fazer mamografia?

Janeiro 2020
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A procura por mamografia teve um aumento relevante entre as beneficiárias de planos de saúde médico-hospitalares de 2013 a 2018. De acordo com a Análise Da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira entre 2013 e 2018, que acabamos de publicar, o total de exames desse tipo avançou de 4,8 milhões para 5,0 milhões no período analisado. Alta de 5,1%. 

Mais importante, o levantamento mostra que a procura por mamografia cresceu mais justamente pelo grupo definido como prioritário pelo Ministério da Saúde, as mulheres com idade entre 50 anos e 69 anos. Para elas, o total de mamografias subiu de 2,1 milhões, em 2013, para 2,3 milhões em 2018. Incremento de 7,3%. Apesar do resultado, essa faixa etária ainda responde por menos de metade dos exames desse tipo no País. O que reforça, em nossa opinião, a necessidade de conscientização sobre o câncer de mama e a importância de campanhas como o Outubro Rosa – como já comentamos. 

O assunto ganha ainda mais destaque porque parte da sociedade está interessada em rediscutir a idade inicial recomendada para a realização do exame, como aponta reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

O principal motivador do debate é o estudo “Advanced Stage at Diagnosis and Worse Clinicopathologic Features in Young Women with Breast Cancer in Brazil: A Subanalysis of the AMAZONA III Study”, realizado pelo Grupo Latino-Americano de Oncologia Cooperativa (Lacog) e publicada no Journal of Global Oncology, que aponta que 43% das entrevistadas (2.950 mulheres com câncer em 9 estados brasileiros) tinham menos de 50 anos no momento do diagnóstico, feito entre janeiro de 2016 e março de 2018.

Não obstante, cabe ressaltar, como também fez reportagem, que a amostra total utilizada no levantamento equivale a menos de 2% dos casos de câncer de mama no País no período analisado. Além disso, não há indicação de quantas dessas mulheres teriam algum histórico familiar da doença (quando há histórico, a idade recomendada para a realização do exame passa de 50 anos para 25 anos). 

Embora a antecipação do exame possa representar um risco para as mulheres ao expô-las a radiação (ainda que baixo) e, no Brasil, o diagnóstico em mulheres na faixa dos 40 anos seja raro, representando apenas 10% dos casos, apoiamos o debate sobre o assunto. Afinal, quanto mais falarmos no tema, maior a chance de que mais pessoas se conscientizem sobre a doença.

Prevenção ao câncer de mama avança nos últimos 5 anos

Outubro 2017
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Motivados pelo Outubro Rosa, fizemos um estudo especial para detectar a frequência de utilização de alguns serviços de saúde entre as beneficiárias de planos médico-hospitalares no Brasil. Entre os resultados do estudo inédito “Assistência à saúde da mulher” está o aumento no número de mamografias realizadas pelos planos de saúde a cada grupo de 100 beneficiárias vinculadas a planos médico-hospitalares com idade entre 50 anos e 69 anos (faixa etária definida como prioritária para esse exame pelo Ministério da Saúde), que avançou de 43,6, em 2012, para 48,7 em 2016. 

O estudo também destaca a importância de ações de promoção da saúde, como a desenvolvida há 15 anos com o Outubro Rosa. Fundamentais tanto para cuidar das pessoas quanto para assegurar a sustentabilidade da saúde suplementar. Vale lembrar, o diagnóstico precoce para o paciente aumenta a chance de cura ao detectar a doença no início, evitando um tratamento mais agressivo, reduzindo o tempo e os custos para esse tratamento. Para o sistema de saúde as vantagens são o ganho de eficiência, desse modo gerando maior qualidade de atendimento e segurança ao paciente.

Ainda levantamos dados sobre a realização de Papanicolau, que tem recuado, e de internações para a realização da laqueadura tubária (procedimento de anticoncepção definitivo) e implante de dispositivo intrauterino (DIU), que têm crescido.

Nos próximos dias iremos apresentar os números e analisar os resultados aqui no Blog. Fique de olho.

Pesquisa IESS/Ibope: cresce número de exames de mamografia entre as brasileiras

Outubro 2017
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo mais comum e também o que mais mata as mulheres entre todos os tipos de câncer, sendo a segunda maior causa de morte na América Latina, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Já em âmbito global, é o tipo mais letal de câncer em mulheres na faixa dos 20 a 59 anos. Até o fim de 2017, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 57.960 novos casos da doença no Brasil. 

Por um lado, muito se tem avançado no debate, informação e campanhas da doença em todo o país, como o Outubro Rosa, uma das mais reconhecidas campanhas mundiais de promoção da saúde feminina. Por outro lado, os especialistas fazem um novo alerta: a incidência da doença em mulheres com menos de 30 anos tem aumentado, mas a medicina ainda não explica as causas, que podem ser desde a genética, hábitos alimentares inadequados e o estilo de vida.

Uma boa notícia vem da pesquisa IESS/Ibope que mostra distintas características sobre os cuidados de saúde entre beneficiários e não beneficiários de planos. Apesar da pesquisa mostrar que beneficiários de planos de saúde possuem hábitos mais saudáveis e tendem a cuidar melhor de sua saúde com a realização de consultas e exames com maior frequência, conforme mostramos aqui no blog, a realização de exames preventivos de mamografia cresceu expressivamente entre as mulheres não beneficiárias de plano de saúde.

Entre a faixa etária de maior risco (de 50 a 69 anos), a pesquisa de 2015 apontou que 64% das mulheres realizaram o exame nos últimos 12 meses. Já na pesquisa deste ano, o total de não beneficiárias de planos de saúde que fizeram mamografia subiu para 78%. Mesmo porcentual das beneficiárias que disseram ter realizado o exame nos 12 meses anteriores à pesquisa. 

O autoexame e os exames regulares são fundamentais porque quanto mais cedo a detecção, mais altas as taxas de sucesso no tratamento. Uma pesquisa do Inca com 12,8 mil pacientes entre 2000 a 2009 mostrou que a sobrevida em cinco anos, de acordo com o estágio da doença no início do tratamento, foi de: 88,3% (estágio I), 78,5% (estágio II), 43% (estágio III) e 7,9% (estágio IV). 

Além disso, vale ressaltar que hábitos mais saudáveis entre as mulheres impactam diretamente nestes números. Segundo o Inca, 30% dos casos desse tipo de doença podem ser evitados com mudanças na rotina, como a prática regular de atividade física, alimentação saudável e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.