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Cadeia de saúde está empregando mais, apesar da redução de beneficiários
19/09/2019

Quase 5 milhões de brasileiros são empregados pela cadeia da saúde no Brasil. O montante equivale a 11,3% da força de trabalho no País. De acordo com o Relatório de Emprego da Cadeia Produtiva da Saúde, que acabamos de publicar, 73,3% deste total ou cerca de 3,6 milhões são trabalhadores com carteira assinada no setor privado e 1,3 milhões se referem aos setores de saúde público.

Apenas em julho de 2019, setores privados de saúde registrou 93,5 mil contratações e 88,1 mil demissões, totalizando um saldo positivo de 5,4 mil postos de emprego formal. O que corresponde a 12,2% do saldo geral de 43,8 mil novos postos de trabalho criados no País como um todo. Para nós, é evidente que a cadeia de saúde é uma das forças motrizes na economia nacional. A cadeia da saúde já responde por 11,3% da força de trabalho no País e o saldo de empregos na saúde privada tem respondido por mais do que esse porcentual no total de novos postos de trabalho gerados no mês. O que indica que a participação do setor tende a crescer ao longo do tempo.

Outra questão importante demonstrada pelo relatório é que o setor continua contratando apesar de haver retração no total de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares. Entre julho deste ano e o mesmo mês do ano passado, 133 mil beneficiários deixaram seus planos de acordo com a última edição da NAB, uma retração de 0,3%. Ainda assim, o setor contratou mais 120 mil pessoas no período. Em nossa avaliação, os dados indicam que o setor acredita em um processo de recuperação do total de vínculos perdidos desde dezembro de 2014 – um processo que não será rápido – e está se preparando para voltar a crescer e atender com qualidade os futuros beneficiários.

Está é a primeira edição em que o Relatório de Emprego da Cadeia Produtiva da Saúde traz o total de empregados também pelo setor público e mais dados sobre o segmento devem estar disponíveis na próxima edição da publicação, que irá permitir, pela primeira vez, uma análise temporal do nível de emprego nesta cadeia como um todo (público e privado). Estamos trabalhando para aprimorar a qualidade das informações que disponibilizamos ao mercado e fornecer ainda mais subsídios para as tomadas de decisões. 

 

Programa de Qualificação das Operadoras, uma iniciativa que merece reconhecimento
18/09/2019

A frase “80% dos beneficiários entrevistados recomendariam o plano de saúde para amigos ou familiares e qualificam seu plano de saúde como bom ou muito bom” soa familiar? Claro, o porcentual é semelhante ao que encontramos na última pesquisa IESS/Ibope, já comentada aqui. Mas, dessa vez, não se trata da pesquisa que encomendamos.

A afirmação faz parte do relatório de Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre os resultados do Programa de Qualificação das Operadoras 2018, que acaba de ser divulgado.  De acordo com a publicação, 89 Operadoras de Planos de Saúde (OPS) que respondem por cerca de 29 milhões de beneficiários (aproximadamente 42% do total do setor) realizaram pesquisa de opinião e enviaram os dados para a ANS.

Mais do que reforçar a satisfação daqueles que usam os serviços da saúde suplementar, o relatório é importante por apresentar o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS).  Indicador que busca estimular a redução de assimetrias de informação no setor por meio de transparência e da comparação dos resultados das operadoras. Uma ação que merece ser reconhecida. Afinal, como já deixamos claro aqui no Blog, acreditamos que ter transparência e indicadores de qualidade não só para as OPS mas para todos os elos da cadeia de saúde é primordial para o aperfeiçoamento do setor e para que o beneficiário possa escolher a quem confiar os cuidados daquilo que tem de mais precioso, a própria vida.

Além de disponibilizar o relatório completo, a ANS também criou uma página que explica brevemente o que é o Programa de Qualificação das Operadoras, como os dados são coletados e, mais interessante, permite uma consulta rápida ao IDSS de cada uma das 858 OPS que participaram voluntariamente da iniciativa.

 

Espírito Santo, um mercado a ser analisado
17/09/2019

O Estado do Espírito Santo é o único da região Sudeste do Brasil que tem registrado aumentos contínuos no total de beneficiários de planos médico-hospitalares. Apenas entre julho de 2019 e o mesmo mês do ano passado, foram firmados 15,8 mil novos vínculos de acordo com a última edição da NAB. No mesmo período, foram registrados 100,2 mil rompimentos de contratos com esse tipo de plano na região; 91,1 mil apenas em São Paulo.

Para entender por que o mercado de saúde suplementar tem apresentado esse comportamento no Espírito Santo, analisamos as contratações por região do Estado, tipo de plano, faixa etária e, também, o comportamento do saldo de empregos formais por atividade econômica. Para possibilitar uma comparação mais precisa, já que nem todas as informações estão disponíveis para o mês de julho, utilizamos como base comparativa os dados de junho.

A primeira coisa que fica clara é que, dos quatro Estados do Sudeste, apenas o Espírito Santo apresentou incremento no total de beneficiários entre junho de 2016 e junho de 2019. O avanço de 0,5% no período representa a entrada de 5,6 mil novos beneficiários. Um comportamento que pode parecer modesto, mas é expressivo se comparado às retrações de 1,4% (-71,5 mil vínculos) em Minas Gerais; 5,4% (-305,9 mil vínculos) no Rio de Janeiro; e, 3% (-526,5 mil vínculos) em São Paulo.

O resultado positivo foi impulsionado, principalmente, pela contratação de planos por pessoas com 60 anos ou mais, que cresceu 11% entre junho de 2019 e o mesmo mês de 2016. Um total de 14,3 mil novos vínculos. A contratação de planos por pessoas com idade de 40 anos até 44 anos também foi expressiva. Foram registrados 13,9 mil novos vínculos nessa faixa etária, o que equivale a um aumento de 16,8%. Além disso, houve impulso de 8,9% no total de beneficiários de 35 anos a 39 anos, totalizando mais 10,2 mil contratações de planos médico-hospitalares.

No mesmo período, o número de planos coletivos avançou 2,6% enquanto os planos individuais/familiares recuaram 12,9%. Os homens têm contratado mais do que as mulheres, sendo que o total de beneficiários masculinos cresceu 1,6% enquanto o de femininos recuou 0,5%.

Outro dado importante é que a contratação de planos recuou 2,4% na capital, Vitória, mas teve incremento de 1,2% no interior e litoral do Estado. Fato que está diretamente relacionado à geração de postos de trabalho com carteira assinada, especialmente no ramo de atividade das Indústrias de Transformação. Segmento que responde por 23% do total de planos coletivos no País e, apenas esse ano, gerou mais de 3,1 mil empregos formais no Espírito Santo.

Os números mostram, em nossa opinião, que a recuperação do mercado de saúde suplementar deve acontecer a partir do aquecimento gradual da economia nacional e da retomada da geração de empregos formais, especialmente nos setores da indústria de modo geral e, nos centros urbanos, dos segmentos de comércio e serviços. Um processo que ainda deve levar algum tempo para engrenar.

 

Entenda a relação entre tabagismo e uso de serviços de saúde
16/09/2019

O tabagismo está recuando no Brasil. De acordo com o Vigitel 2018, do Ministério da Saúde, o total de fumantes recuou de 15,7% da população, em 2006, para 9,3% em 2018 – o primeiro ano em que menos de um décimo da população nacional se enquadra nessa categoria desde o início da pesquisa.

Apesar da melhora no indicador, o porcentual ainda é significativo e traz consequências nocivas não só pra quem mantem o hábito, mas também para as pessoas em seu entorno. Não há dado nacionais, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano em decorrência do uso do tabaco. Destas, quase 1 milhão são fumantes passivos (aqueles afetados indiretamente por estar no mesmo ambiente que fumantes ativos).

Uma pesquisa recente da Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde (Capesesp), entidade filiada à União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), mostra que além do falecimento, o hábito gera outras complicações significativas ao longa da vida do fumante. De acordo com o levantamento, quem costuma consumir tabaco utiliza procedimentos de saúde com uma frequência média 5% superior à da população geral. Além disso, o custo de uma Autogestão para tratar esses pacientes é, em média, 32% superior ao de beneficiários não fumantes.

O aumento no uso dos serviços e o custo total não está relacionado somente ao tabagismo, mas às doenças associadas que os fumantes costumam desenvolver com mais frequência que o restante da população, como problemas cardiovasculares, respiratórios e câncer.

Para continuar registrando recuo no porcentual de tabagismo no Brasil, elencamos algumas ações recomendadas pela OMS e outras mudanças na legislação local que, acreditamos, poderiam fazer uma grande diferença. Confira.

 

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Nota sobre a Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH)

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